Bolsa Bolsa de Lisboa recua pelo terceiro dia à boleia dos EUA e Brasil

Bolsa de Lisboa recua pelo terceiro dia à boleia dos EUA e Brasil

O ambiente político nos Estados Unidos continua a conduzir a quedas nos mercados accionistas. Quinze empresas do PSI-20 caíram, também com o Brasil a pressionar a Galp e a Pharol. O BCP foi a principal excepção.
Bolsa de Lisboa recua pelo terceiro dia à boleia dos EUA e Brasil
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 18 de maio de 2017 às 16:42

Lisboa não aguentou o vermelho que tingiu toda a Europa esta quinta-feira. Pelo terceiro dia, o índice de referência da bolsa portuguesa cedeu às preocupações internacionais. Das 19 cotadas do PSI-20, 15 caíram.  

 

O índice da praça nacional recuou 0,85% para os 5.073,89 pontos, caindo pelo terceiro dia, o maior ciclo de perdas em dois meses. A pontuação é a mais baixa de Maio e aproxima o PSI-20 da fasquia dos 5.000 pontos.

 

Na Europa, os índices bolsistas também recuaram, com os analistas a atirarem responsabilidades para a crise política nos Estados Unidos. Depois da notícia do New York Times sobre o pedido de Donald Trump para o encerramento de uma investigação, a Reuters publicou um artigo em que revela que conselheiros da campanha do presidente norte-americano comunicaram com autoridades russas durante a campanha. As bolsas americanas iniciaram o dia em queda, mas seguem agora em alta.

 
Brasil pressiona 

Já o continente europeu não aguentou e fechou em baixa, ainda que tenha atenuado as perdas no final da sessão, sendo penalizado pela tensão política no Brasil, com gravações que alegadamente mostram o pagamento de subornos por parte do presidente brasileiro, Michel Temer.

 

A Galp Energia, que anunciou a entrada em produção de um navio-plataforma no Brasil, recuou 3,34% para 13,87 euros, num dia de subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

A EDP, igualmente presente no Brasil, perdeu 2,19% para 2,989 euros, enquanto a EDP Renováveis (alvo de OPA da "casa-mãe") escapou com um avanço de 0,23% para 6,979 euros.

 

A Pharol, que é a principal accionista da brasileira Oi, afundou 7,03% para 23,8 cêntimos, marcando a maior desvalorização do índice.

 

Com uma queda superior a 3% destacou-se também a Mota-Engil, igualmente exposta ao mercado brasileiro, com um recuo de 3,5% para 2,485 euros. No sector da construção, mas fora do PSI-20, a SDC Investimentos, sob uma oferta pública de aquisição da Investéder, ficou inalterada nos 2,7 cêntimos, o preço pago na operação.

 

A Sonae, em dia de apresentação de resultados – que de acordo com o CaixaBI cederam 90% –, recuou 0,86% para 0,92 euros. A Jerónimo Martins caiu 0,17% para 17,195 euros, após os máximos de quatro anos ontem alcançados. 

 

Em dia de quedas, houve quatro empresas a escapar ao vermelho. A par da Renováveis, o BCP conseguiu ganhar 2,28% para fechar nos 21,51 cêntimos. Inalteradas em relação ao fecho de ontem estiveram o Montepio (0,408 euros) e a Sonae Capital (0,97 euros).

(Notícia actualizada com mais informações às 16:50)




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI