Bolsa Bolsa em mínimos de mais de um mês com queda da Altri e novo mínimo nos CTT

Bolsa em mínimos de mais de um mês com queda da Altri e novo mínimo nos CTT

A produtora de pasta de papel desceu mais de 8% apesar de resultados que foram melhores do que o esperado pelo mercado, enquanto a empresa postal continua a renovar mínimos históricos após resultados desapontantes.
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Paulo Zacarias Gomes 06 de novembro de 2017 às 16:45
A bolsa portuguesa terminou as negociações desta segunda-feira, 6 de Novembro, no valor mais baixo em mais de um mês, com as transacções a serem penalizadas por uma forte queda da produtora de pasta de papel Altri e por um novo mínimo histórico no valor das acções dos CTT.

A cair pela segunda sessão consecutiva e em mínimos de 26 de Setembro, o PSI-20 fechou o dia nos 5.349,73 pontos, menos 0,35% que na sessão da sexta-feira, com 10 títulos em perda e oito com valorizações. Perdas na praça nacional que ficaram em linha com a maioria das pares europeias mas em contraciclo com o principal índice de acções do velho continente, o Stoxx 600.

A maior queda do dia em Lisboa coube à Altri, a perder 8,08% para 5,221 euros, em mínimos de um mês, com a acção a deslizar dos máximos históricos registados na semana passada e apesar de serem conhecidos resultados trimestrais melhores do que o antecipado pelo mercado (68 milhões de euros até Setembro, uma subida de 19,2% em relação ao período homólogo do ano anterior).

A acompanhar os recuos estiveram as também industriais Navigator e Semapa. Já os CTT renovaram o mínimo histórico das últimas sessões, ao caírem 3,2% para 3,447 euros e a perder valor pela quinta sessão, ainda no rescaldo dos resultados decepcionantes e do corte de dividendos. Desde o início do ano, os títulos da empresa liderada por Francisco Lacerda já perderam mais de 45% do seu valor em bolsa.

As perdas dos títulos do retalho contribuíram também para as descidas, que só não foram maiores graças aos ganhos de papéis como a Galp (a avançar 1,64% e a liderar os ganhos), a EDP Renováveis (a subir 1,13% para 6,078 euros), a Pharol (0,24% para 0,423 euros, depois de na sexta-feira a administração da Oi ter aprovado o plano de recuperação da operadora brasileira) e o BCP (que ganhou 0,28% para 0,2552 euros).

Fora do índice, a Impresa disparou 6,13% para 0,381 euros, depois de a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão ter confirmado negociações exclusivas com Luís Delgado para a venda de revistas do grupo editorial, nomeadamente a Impresa.

A nível europeu, os ganhos no índice de referência (de 0,1% para 396,879 pontos) são sustentados pelos títulos de empresas ligadas às matérias-primas e à energia, num dia em que os preços do petróleo avançam mais de 1% por barril em Nova Iorque e Londres, impulsionados pelo ambiente de incerteza política que envolve a purga de membros ligados à coroa da Arábia Saudita, maior exportador de "ouro negro" a nível mundial.

Nas praças norte-americanas a sessão está a ser de ganhos ligeiros nos principais índices, em particular no tecnológico Nasdaq, depois de ter sido anunciada a maior oferta pública de aquisição de sempre neste sector - a oferta de 130 mil milhões de dólares apresentada pela Broadcom para comprar a Qualcomm.

(Notícia actualizada às 16:53 com mais informação)