Bolsa Bolsa nacional acentua queda para 1,5% com JM em mínimos de mais de um ano

Bolsa nacional acentua queda para 1,5% com JM em mínimos de mais de um ano

Numa altura em que a bolsa nacional aprofunda a queda registada no início do dia, as empresas do sector do papel, do retalho e o BCP são dos títulos que mais penalizam. No resto da Europa, o sentimento é de perdas com as bolsas a serem penalizadas pelos receios dos investidores em torno de uma guerra comercial.
Bolsa nacional acentua queda para 1,5% com JM em mínimos de mais de um ano
Reuters
Ana Laranjeiro 02 de março de 2018 às 11:39

A bolsa de Lisboa, assim como as restantes praças europeias, está a negociar no vermelho, aproximando-se de mais uma semana de perdas consideráveis. O PSI-20 desce 1,57% para os 5.291,79 pontos, tendo já tocado em mínimos de um mês. Olhando para o acumulado da semana, o cenário não é melhor. O índice acumula, para já, uma desvalorização de mais de 3%, o que faz com que esta seja a pior semana desde a que terminou a 9 de Fevereiro.

Entre as restantes praças europeias, o sentimento é também negativo, estando o índice de referência, o Stoxx 600, a descer 1,37%. No acumulado da semana perde quase 3%, sendo que esta é também a pior semana desde a que terminou a 9 de Fevereiro, época em que os investidores manifestavam os seus receios em torno da evolução das taxas de juro nos EUA, o que causou perdas um pouco por todas as bolsas mundiais.

A sessão de hoje na Europa, tal como ocorreu na Ásia, está a ser marcada pelos receios dos investidores em torno de uma possível guerra comercial. Os Estados Unidos anunciaram ontem que pretendem aplicar tarifas às importações de aço e de alumínio. O presidente Donald Trump só deverá assinar estas medidas na próxima semana. Contudo, vários parceiros comerciais já fizeram saber que vão responder a esta decisão norte-americana, incluindo a União Europeia.

Em Lisboa, no PSI-20, 15 empresas estão em queda, duas em alta e uma inalterada. Destaque ainda assim para as empresas do sector do retalho, BCP e as papeleiras. A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos, recua 1,92% para 15,105 euros, tendo já tocado hoje nos 14,985 euros, o que representa o valor mais baixo desde Janeiro de 2017. A empresa revelou na última quarta-feira que os seus lucros no ano passado ascenderam a 385 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 35%. A Sonae desvaloriza 3,59% para 1,156 euros.

Numa altura em que o euro sobe 0,15% para 1,2285 dólares, as empresas do sector papeleiro estão em queda. A Semapa desvaloriza 3,29% para 18,24 euros, podendo estar assim a aliviar um pouco dos máximos registados recentemente. A Navigator perde 2,79% para 4,256 euros e a Altri recua 2,95% para 4,445 euros.

O BCP perde 1,74% para 29,35 cêntimos, depois de ontem ter sido comunicado ao mercado que o banco vai regressar ao principal índice europeu já no próximo dia 19 de Março.

Na energia, a Galp Energia desce 0,93% para 14,43 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão em queda ligeira nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, desce 0,20% para 63,70 dólares por barril. A REN desce 0,56% para 2,468 euros.

A EDP Renováveis desvaloriza 1,12% para 7,07 euros e a EDP sobe 1,07% para 2,748 euros, impedindo assim uma descida mais acentuada da bolsa nacional. A eléctrica apresentou ontem os resultados relativos ao ano passado. E em 2017 os lucros da EDP crescem 16% para 1.113 milhões de euros.

A Nos desvaloriza 2,93% para 4,844 euros.




pub