Bolsa Bolsa nacional encerra em alta com Semapa em máximo histórico

Bolsa nacional encerra em alta com Semapa em máximo histórico

A bolsa nacional acompanhou os ganhos das congéneres europeias pela segunda sessão consecutiva. Com uma subida de quase 4% para máximos históricos, a Semapa destacou-se em Lisboa.
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Rita Faria 26 de fevereiro de 2018 às 16:50

Depois de ter chegado a valorizar 1% durante a sessão, a bolsa nacional acabou por fechar o dia com uma subida ligeira de 0,12% para 5.476,74 pontos, naquela que foi a segunda valorização consecutiva. Das 18 empresas que formam o PSI-20, sete encerraram com sinal verde, nove em queda e duas inalteradas.

Lisboa acompanhou, desta forma, a tendência positiva dos principais mercados europeus, num dia em que o foco do mercado passou da época de resultados para a política monetária e para a situação política, com as eleições italianas de domingo já no horizonte.

Num discurso perante o Parlamento Europeu, o presidente do BCE defendeu hoje que a inflação continua dependente dos estímulos monetários, sinalizando que a autoridade monetária não deverá alterar a sua trajectória de suporte à economia.

"As nossas medidas colocaram a economia da Zona Euro num caminho de crescimento sólido, conduzido pelas dinâmicas endógenas domésticas e por isso mais resistentes a um potencial abrandamento da procura global", frisou Draghi. Contudo, "a inflação ainda tem de mostrar sinais mais convincentes de um caminho sustentado de ajustamento", argumentou. 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,48% para 383,00 pontos.

Por cá, os ganhos foram impulsionados sobretudo pela Semapa e pela Galp Energia. A Semapa valorizou 3,79% para 19,70 euros, depois de ter tocado nos 19,80 euros, o valor mais alto de sempre. Esta evolução acontece depois de a Navigator – controlada pela Semapa – ter anunciado, na semana passada, que vai aumentar os preços do papel fora da Europa. A Navigator subiu 1,27% para 4,476 euros.

Já a Galp Energia somou 0,91% para 14,985 euros, acompanhando a evolução dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Ainda na energia, a EDP desceu 0,04% para 2,799 euros e a EDP Renováveis encerrou inalterada em 7,15 euros, na véspera de apresentar os seus resultados relativos ao ano passado.

O CaixaBI estima que a EDP Renováveis terá tido lucros de 225 milhões de euros em 2017, um aumento de 302% face a 2016, à boleia do crescimento da electricidade produzida.

Para amanhã está ainda marcada a divulgação das contas da Corticeira Amorim, que fechou o dia a perder 0,39% para 10,26 euros.  Os analistas do BPI estimam que a Corticeira Amorim tenha registado lucros de 16 milhões de euros no quarto trimestre, o que traduz uma queda de 67% face ao período homólogo. O EBITDA terá aumentado 7% para 29 milhões de euros e as receitas terão crescido 10% para 165 milhões de euros.


A contribuir para a valorização do PSI-20 esteve também a Pharol, com uma subida de 2,43% para 23,2 cêntimos.

Do lado das perdas, pelo contrário, destacaram-se o BCP, com uma descida de 0,07% para 28,59 cêntimos, a Jerónimo Martins, com um recuo de 1,22% para 17,38 euros e os CTT, que perderam 0,53% para 3,394 euros. Também a Nos deslizou 0,59% para 5,03 euros.