Bolsa Bolsa nacional recua pressionada pela Galp e Jerónimo Martins

Bolsa nacional recua pressionada pela Galp e Jerónimo Martins

A bolsa nacional abre no vermelho com a Galp a afundar mais de 2% e a Jerónimo Martins a rumar no mesmo sentido. A Altri desce dos máximos históricos da sessão anterior.
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Ana Batalha Oliveira 17 de maio de 2018 às 08:25

O principal índice nacional, o PSI-20, abriu a sessão com nota negativa: recua 0,19% para os 5684,59 pontos, com nove cotadas a subir, sete em trajetória descendente e duas inalteradas. A Europa espreita acima da linha de água, com ganhos de 0,02% no Stoxx 600, o principal agregador de cotadas europeias. A puxar por este índice está o sector das matérias primas, com uma valorização de 0,93%, enquanto o sector do turismo pesa negativamente com perdas de 0,70%.

Em Lisboa, a Galp empurra o índice para terreno negativo, com uma quebra de 2,48% para os 16,53 euros por título. Isto, num dia em que o petróleo volta os ganhos, e o barril de Brent, referência para a Europa, já subiu 0,38% para os 79,58 dólares, roçando a fasquia dos 80 dólares. A Jerónimo Martins reforça as perdas com uma descida de 0,47% para os 13,75 euros.  

A travar maiores descidas está, pelo contrário, a EDP, com uma subida de 0,53% para 3,418 euros. A subsidiária de energias limpas, EDP Renováveis, está a valorizar apenas 0,06% para 8,035 euros. A empresa liderada por Manso Neto anunciou ter fechado um novo contrato de venda de energia nos EUA antes da abertura.

No sector do papel, que bateu recordes na sessão anterior, destaque para a Semapa, que abre a sessão com uma subida de 1,46% para os 20,85 euros, renovando os máximos históricos. A papeleira revelou as contas do primeiro trimestre após o fecho da sessão anterior e registou lucros de 27,2 milhões de euros, quase o dobro do atingido no período homólogo.

Entre as restantes representantes do sector do papel no índice nacional, a Navigator também mantém a tendência positiva, e sobe 0,74% para os 5,415 euros. Já a Altri, que disparou mais de 13% para 7,55 euros na última sessão, encontra-se a cair 1,85% para os 7,41 euros.

Em dia de apresentação dos resultados do primeiro trimestre, que só serão conhecidos após o fecho, a Sonae valoriza 1,06% para os 1,148 euros. Os analistas do BPI estimam que a retalhista co-liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério tenha registado lucros de 15 milhões de euros, mais 77% do que os 8 milhões reportados entre Janeiro e Março de 2017. As receitas deverão ascender a 1.328 milhões, mais 4% face ao período homólogo, e o EBITDA deverá ser de 54 milhões (+13%), contra 48 milhões nos primeiros três meses do ano passado, segundo as projecções do BPI.

Fora do PSI-20, a Sonaecom segue a somar 0,20% para os 1,018 euros na primeira sessão após a apresentação de resultados, que revelou na noite de 16 de Maio. A Sonaecom lucrou, no primeiro trimestre deste ano, 5 milhões de euros, uma melhoria de 11,3% ou 500 mil euros, face aos 4,5 milhões obtidos há um ano.

 

(Notícia actualizada às 08:35 com mais informação)