Bolsa Bolsa segue alta da Europa com BCP a subir antes de resultados

Bolsa segue alta da Europa com BCP a subir antes de resultados

A bolsa nacional arrancou em terreno positivo a sessão em que os investidores aguardam com expectativa a divulgação da inflação nos Estados Unidos.
Bolsa segue alta da Europa com BCP a subir antes de resultados
Bloomberg
Nuno Carregueiro 14 de fevereiro de 2018 às 08:13

O PSI-20 soma 0,59% para 5.397,14 pontos, com 15 cotadas em alta e três sem variação. Nas praças europeias os índices também negoceiam em terreno positivo, numa sessão que será marcada pela divulgação de dados económicos relevantes, como a inflação nos Estados Unidos e o PIB da Zona Euro.

 

A bolsa nacional está a ser suportada sobretudo pelo Banco Comercial Português, que valoriza 0,68% para 0,2968 euros no dia em que vai apresentar os resultados de 2017.

 

 O BPI já disse que aguardava uma evolução positiva do BCP no quarto trimestre, período em que deverá ter lucrado 40 milhões. Há um ano, quando a banca estava, em boa parte, no vermelho, o BCP apresentou resultados positivos de 23,9 milhões de euros, depois de ter registado imparidades de imparidades de crédito de 1.116,9 milhões de euros. 

 

A EDP também impulsiona o PSI-20, com uma valorização de 1,43% para 2,76 euros. No sector energético a tendência é de ganhos, com a Galp Energia a somar 0,35% para 14,48 euros e a REN a valorizar 0,65% para 2,46 euros, depois do Santander ter elevado a recomendação da cotada de "manter" para "comprar".  

 

Foco na inflação

Ontem as bolsas fecharam em terreno negativo, devido sobretudo aos receios dos investidores com o aumento da inflação e o impacto que a subida dos preços terá no ritmo de agravamento das taxas de juro por parte dos bancos centrais em todo o mundo.

 

É por isso que o relatório da inflação de Janeiro nos Estados Unidos, que será publicado esta quarta-feira pelas 13:30 (antes da abertura da sessão) está a ser aguardado com grande expectativa. Os economistas até apontam para uma descida da taxa, de 1,8% em Dezembro para 1,7% no mês passado, mas o relatório será escrutinado ao detalhe, para os investidores perceberem se são fundadas as expectativas de aceleração da inflação.

 

Os analistas consultados pela Bloomberg assinalam que qualquer pequeno desvio face ao estimado poderá ser motivo para mais volatilidade e movimentos bruscos e negativos nas acções.