Bolsa Bolsa sobe mais de 1% com fortes ganhos na EDP e máximos na EDPR

Bolsa sobe mais de 1% com fortes ganhos na EDP e máximos na EDPR

As acções do Grupo EDP destacaram-se numa sessão positiva que também foi positiva para as empresas e pasta e papel. Os CTT caíram e a Pharol disparou.  
Bolsa sobe mais de 1% com fortes ganhos na EDP e máximos na EDPR
Nuno Carregueiro 08 de março de 2018 às 16:44

Após cinco sessões sempre a fechar em terreno negativo, a bolsa portuguesa terminou o dia em alta, conseguindo mesmo um dos ganhos mais acentuados entre as praças europeias.

 

O PSI-20 fechou a ganhar 1,04% para 5.395,13 pontos, com 11 cotadas em alta e sete em queda.

 

Nas bolsas europeias os índices também fecharam com sinal verde, numa sessão marcada pela reunião do BCE e pelas notícias relacionadas com a imposição de tarifas a importações por parte dos Estados Unidos.

 

Os investidores ainda tremeram, quando perceberam que o BCE deixou cair a referência ao aumento do programa de compra de activos. Mas o presidente da autoridade, Mario Draghi, explicou que não se trata de qualquer mudança de política monetária, o que levou as bolsas de novo aos ganhos, o euro acentuou a queda e os juros da Alemanha também regressaram à tendência de queda.

Em Lisboa destacou-se o grupo EDP. A eléctrica liderada por António Mexia foi a que mais impulsionou o PSI-20, com uma valorização de 2,82% para 2,913 euros. A companhia anunciou ontem, após o fecho da sessão, que assinou um contrato de financiamento no valor de 2.240 milhões de euros por um prazo de cinco anos. Uma notícia que não justifica uma valorização desta amplitude no valor das acções.

 

A EDP Renováveis seguiu o mesmo caminho com uma subida de 2,57% para 7,37 euros, sendo que ao longo da sessão tocou em máximos de Setembro de 2009.

 

O sector da pasta e papel também se destacou pelos ganhos fortes, numa sessão em que beneficiou da alta do dólar face ao euro. A Navigator ganhou 2,2% para 4,558 euros e a Altri (que hoje apresenta os resultados de 2017) valorizou 3,91% para 4,78 euros.  

A maior subida do dia pertenceu à Pharol, que disparou 10,85% para 0,235 euros, numa sessão em que chegou cair mais de 3%. Já depois do fecho da sessão, a Pharol contestou o afastamento de Luís Palha da Silva e Pedro Morais Leitão da administração da Oi, dizendo que os mesmos não estão na operadora brasileira por conta da empresa portuguesa.

 

Ainda a contribuir para a subida da bolsa esteve a Galp Energia (+0,58% para 14,715 euros) e o BCP (+0,52% para 0,2925 euros).

 

A Nos também esteve em evidência, com um ganho de 1,05% para 4,988 euros. O CaixaBI estima que a empresa tenha registado lucros de 119,8 milhões de euros em 2017, o que corresponde a um aumento de 32,5% face ao ano anterior. 

 

Em terreno negativo destacou-se a Jerónimo Martins, que caiu 1,03% para 14,96 euros. Os CTT registaram uma sessão de forte volatilidade, depois de ter ontem anunciado que os lucros de 2017 afundaram 56% para 27,3 milhões de euros e confirmado o dividendo de 38 cêntimos, que leva a empresa a entregar aos accionistas mais do dobro dos lucros obtidos no ano passado.

 

As acções da empresa liderada por Francisco Lacerda abriram em queda, chegaram a subir quase 3% e fecharam a perder 0,19% para 3,148 euros. Os analistas do CaixaBI e do BPI dizem que os números reportados pela empresa, relativos ao negócio dos correios no quarto trimestre, ficaram acima do esperado. 



(Notícia actualizada às 17:05 com mais informação)