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Bolsa acompanha Europa pressionada por PT em mínimo de 18 meses

A bolsa nacional acompanhou as perdas europeias pressionada principalmente pela Portugal Telecom, que atingiu o mínimo dos últimos 18 meses, prejudicada pelas constantes revisões em baixa que tem recebido. Numa sessão em que só duas acções subiram, a Cimp

Negócios negocios@negocios.pt 24 de Junho de 2005 às 17:23
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A bolsa nacional acompanhou as perdas europeias pressionada principalmente pela Portugal Telecom, que atingiu o mínimo dos últimos 18 meses, prejudicada pelas constantes revisões em baixa que tem recebido. Numa sessão em que só duas acções subiram, a Cimpor destacou-se pelo máximo alcançado mas não foi suficiente para travar a queda de 0,52% do PSI-20.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 7.500,60 pontos com 11 acções em queda, sete inalteradas e duas a subir. Na Europa o dia foi de perdas, com as bolsas a serem prejudicadas pelo facto do petróleo ter atingido novo máximo ao tocar nos 60 dólares por barril em Nova Iorque.

A Portugal Telecom [ptc] escorregou 2,76% para os 7,75 euros, valor mínimo de Dezembro de 2003. A operadora nacional tem sido alvo de revisões em baixa por parte de casas de investimento. Hoje o Citigroup também reduziu o «target» para a PT de 9 euros para os 8,60 euros.

«A PT teve um comportamento negativo após o ‘profit warning’ da TMN mas manteve-se por volta dos oito euros mais ou menos durante 15 sessões. Hoje quebrou os 7,90 euros, um valor que permitiu aos investidores perceberem que a operadora tem espaço para cair ainda mais, talvez até aos 7,30/7,45 euros», explicou o operador Luís Duarte do Caixa BI.

A participada da PT- PT Multimédia [ptm] – deslizou 1,39% para os 8,50 euros. A Brisa [brisa], com uma queda de 0,93% para os 6,40 euros – também contribuiu para a tendência do índice bem como o Banco Espírito Santo [besnn] que perdeu 0,23% para os 12,80 euros.

A restante banca fechou inalterada com o Banco Comercial Português (BCP) [bcp] a valer 2,13 euros e com o Banco BPI [bpin] a cotar nos 3,15 euros. A Cimpor é a cotada nacional com mais probabilidades de ser alvo de uma Oferta Pública de Aquisição, segundo um estudo elaborado pelo ES Research.

O potencial comprador identificado pela casa de investimento é a Lafarge, empresa que apresentou a proposta que levou à desblindagem dos estatutos da Cimpor.

A travar perdas maiores fechou a Energias de Portugal [edp] com uma subida de 0,48% para os 2,10 euros mas o destaque pela positiva vai para a Cimpor [cimp] que atingiu novo máximo de 2002 nos 4,65 euros a subir 1,31%.

Apesar de ter fechado inalterada nos 6,40 euros, a Media Capital também contrariou a tendência do PSI-20 durante grande parte da sessão com uma valorização máxima de 2,03% para os 6,53 euros. Esta empresa «tem mostrado estranhamente um comportamento positivo nos últimos meses, o que poderá ter a ver com o facto de se especular que alguém (fala-se na RTL) queira entrar na empresa», explicou o mesmo operador».

Pinto Balsemão, presidente da Impresa disse ontem que ainda havia espaço para uma consolidação no sector «e talvez a Media Capital seja o activo mais atraente neste contexto», revelou Luís Duarte explicando esta preferência uma vez que é a que tem «maior ‘free float’ e é uma empresa mais fácil de controlar».

Para além disso, a empresa liderada por Paes do Amaral beneficia do facto de estar a registar maiores audiência no horário nobre «o que poderá trazer mais investimentos publicitários nos próximos tempos para a empresa», acrescentou.

O restante sector «media» seguia com a Cofina e a Impresa a perderem 0,35% para os 2,88 euros e 1,12% para os 5,28 euros, respectivamente.

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