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Bolsa acompanha Europa pressionada por queda de quase 2% da EDP

A bolsa nacional seguia a desvalorizar, acompanhando a tendência das congéneres europeias, pressionada sobretudo pela queda de quase 2% da Energias de Portugal, que registava uma elevada liquidez. O PSI-20 descia 0,79% num dia em que a PT renova mínimos d

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 12:32
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A bolsa nacional seguia a desvalorizar, acompanhando a tendência das congéneres europeias, pressionada sobretudo pela queda de quase 2% da Energias de Portugal, que registava uma elevada liquidez. O PSI-20 descia 0,79% num dia em que a PT renova mínimos de 2003 e em que a negociação está animada, com mais de 100 milhões de euros transaccionados até ao momento.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 7.441,37 pontos com 15 acções em queda, três inalteradas e apenas duas a subir. As praças europeias recuavam devido à subida do petróleo para valores acima dos 60 dólares, aumentando a preocupação com o impacto da subida do petróleo nas economias europeias e nas contas das empresas.

A Energias de Portugal (EDP) [edp], uma das empresas portuguesas mais penalizadas com a escalada do petróleo, depreciava 1,90% para os 2,06 euros, uma queda com liquidez acentuada, com a eléctrica a negociar mais de 11 milhões de acções.

A Portugal Telecom [ptc] também pressionava com uma queda de 0,90% para os 7,68 euros. A maior operadora de telecomunicações portuguesa perdia pelo terceiro dia consecutivo ainda castigada pelas recomendações negativas de analistas de que tem sido alvo nos últimos tempo. Hoje foi a vez de a Bernstein, segundo a Reuters, reduzir o preço alvo da PT de 9 para 8,7 euros mantendo a recomendação de «market perform». A PT Multimédia [ptm] deslizava 0,59% para os 8,45 euros.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] também contribuía para a tendência do índice com perdas de 0,47% para os 2,12 euros, bem como o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] que caía 0,23% para os 12,77 euros. O Banco BPI [bpin] seguia inalterado nos 3,15 euros.

A Sonae SGPS [son] escorregava 0,87% para os 1,14 euros e a Sonaecom perdia 1,18% para os 3,34 euros.

A Cimpor descia 0,86% para os 4,61 euros, numa altura em que segue com um volume elevado, perto do nível mais elevado desde Junho de 2004, com 15,17 milhões de títulos negociados, depois de ter sido alvo de uma passagem em bolsa de um bloco de 15 milhões de acções.

A travar perdas maiores seguia a Media Capital com uma valorização de 0,62%. Esta empresa «tem mostrado estranhamente um comportamento positivo nos últimos meses, o que poderá ter a ver com o facto de se especular que alguém (fala-se na RTL) queira entrar[/reforçar] na empresa», explicou sexta-feira Luís Duarte do Caixa BI.

Pinto Balsemão, presidente da Impresa disse, quinta-feira, que ainda havia espaço para uma consolidação no sector «e talvez a Media Capital seja o activo mais atraente neste contexto», revelou Luís Duarte explicando esta preferência uma vez que é a que tem «maior ‘free float’ e é uma empresa mais fácil de controlar».

Para além disso, a empresa liderada por Paes do Amaral beneficia do facto de estar a registar maiores audiência no horário nobre «o que poderá trazer mais investimentos publicitários nos próximos tempos para a empresa», acrescentou.

No restante sector «media», a Impresa e a Cofina [cofi] depreciavam 0,94% para os 5,25 euros e 0,35% para os 2,86 euros, respectivamente.

Fora do PSI-20, as acções do Finibanco atingiram hoje o valor mais elevado de quatro anos e meio, depois do presidente do banco ter admitido haver interesse de estrangeiros, apesar de ter afirmado que não pretende vender a sua posição de controlo. As acções subiram um máximo de 7,52% para 1,43 euros.

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