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Bolsa cai com Galp a descer mais de 2,5% e PT a atingir novos mínimos

A bolsa nacional fechou a sessão a desvalorizar, pressionada pelas quedas superiores a 2,5% da Galp Energia e a 1% da Portugal Telecom. A petrolífera reportou hoje os dados preliminares de vendas, com as receitas no retalho a caírem. A operadora voltou hoje a atingir um novo mínimo de 2002, no dia em que fio alvo de um corte de avaliação.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 16:42
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O PSI-20 desceu 0,85% para 5.434,89 pontos, com 11 acções em queda, sete em alta e duas inalteradas. Entre as praças europeias a tendência foi igualmente de perdas, num dia que voltou a ser marcado pelos receios relativos à Grécia e às negociações com os privados para assumirem perdas com a dívida de Atenas.

A evolução da economia norte-americana também influenciou a confiança dos investidores, depois de ter sido revelado que a economia dos Estados Unidos cresceu 2,8% no último trimestre de 2011, quando as estimativas apontavam para uma expansão de 3%.

As acções da Galp Energia foram as que mais penalizaram a negociação, ao descerem 2,60% para 12,76 euros. Esta manhã a petrolífera revelou os dados preliminares do último trimestre do ano. Enquanto a produção petrolífera e as vendas de gás aumentaram, as receitas no retalho caíram, o que deverá penalizar os resultados do trimestre.

A Portugal Telecom cedeu 1,46% para 3,971 euros, no dia em que a casa de investimento Bernstein Research reduziu o preço-alvo da operadora de telecomunicações de 6,50 euros para 4,50 euros. Bem como a recomendação, qe passou a ser de “marketperform”. A casa de investimento explica que as acções da Portugal Telecom são um claro indicador da confiança dos investidores para Portugal e que os investidores estão cada vez mais pessimistas para a Grécia, “e em consequência Portugal”, por serem países “demasiados pequenos para serem importantes”.

A operadora voltou a marcar um mínimo desde Outubro de 2002, agora abaixo dos 4 euors (3,963 euros).

A EDP também penalizou o índice, com a eléctrica a ceder 0,98% para 2,219 euros. Já a EDP Renováveis contrariou a tendência e subiu 1,85% para 4,40 euros, no dia em que Espanha aprovou, em Conselho de Ministros, a suspensão dos subsídios às energias renováveis (em especial à energia termo solar), que, em 2011, totalizaram 6,4 mil milhões de euros. Esta suspensão refere-se a novos investimentos. Os investimentos já realizados não serão penalizados.

O BCP, que tem estado sob os holofotes devido às notícias da saída de Carlos Santos Ferreira, que será substituído por Nuno Amado, subiu 0,71% para 0,141 euros.

Já a restante banca não conseguiu acompanhar a evolução, com o BES a ceder 2,17% para 1,306 euros, depois de Ricardo Salgado ter dito esta manhã, sobre os resultados dos bancos portugueses que “os mercados não estão à espera de resultados positivos”.

O BPI também cedeu 1,16% para 0,511 euros, enquanto o Banif fechou estável nos 0,30 euros.

A Zon Multimédia subiu 1,03% para 2,556 euros, naquele que é o último dia de negociação antes da assembleia geral de accionistas. Na reunião deverá ser aprovada a desblindagem dos estatutos, o que aumenta a expectativa em torno de fusões e aquisições a envolverem a empresa liderada por Rodrigo Costa.

(Notícia actualizada às 16h50 com cotações e mais informações)

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