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Bolsa nacional cai quase 2% arrastada por forte queda da PT

A descida superior a 27% da Portugal Telecom está a condicionar a negociação bolsista nacional, num dia em que a banca está a evitar uma queda mais pronunciada.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 12:29
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O PSI-20 desce 1,86% para 4.952,21 pontos, com nove cotadas em queda, oito em alta e uma inalterada. Entre os congéneres europeus a tendência é igualmente de perdas, num dia em que os resultados de algumas cotadas, como a SAP e a Philips ficaram aquém do esperado, o que está a elevar as preocupações dos investidores.

 

Na bolsa nacional o grande destaque é a Portugal Telecom, cujas acções estão a afundar 27,10% para 88,5 cêntimos, atingindo um novo mínimo histórico. Analistas contactados pelo Negócios adiantam que não há notícias que expliquem este comportamento. O facto de o Tribunal do Luxemburgo ter recusado o pedido de gestão controlada da Rio Forte está a reduzir as expectativas de que a Portugal Telecom venha a recuperar uma maior fatia do investimento de 900 milhões de euros em dívida da "holding" do Grupo Espírito Santo.

 

Do lado oposto está a banca. O BCP sobe 2,88% para 8,2 cêntimos, no dia em que foi alvo de uma nota de análise por parte do Société Générale que manteve o preço-alvo em 13 cêntimos e a recomendação de "comprar". A casa de investimento é "da opinião que o BCP não vai falhar" os testes de stress, uma vez que tem estado sob escrutínio "nos últimos dois anos". Além disso, "o BCP foi autorizado a reembolsar 2,2 mil milhões de euros" de ajuda estatal, o que indica que o banco estará bem capitalizado.

 

Esta análise foi divulgada depois de o Barclays ter emitido uma nota de análise onde identifica o BCP como um dos bancos com maior risco de não conseguir passar nos testes de stress.

 

O BPI também está a crescer 0,78% para 1,421 euros, depois dos accionistas terem aprovado, na última sexta-feira, o acesso do banco ao regime especial aplicável aos activos por impostos deferidos. Este regime legislativo permite converter impostos diferidos em créditos fiscais de forma a permitir que a instituição reforce os seus fundos próprios.

 

O Banif também aprecia 1,61% para 0,6 cêntimos.

 

A penalizar o índice está também a EDP, ao perder 0,22% para 3,226 euros e a EDP Renováveis cede 0,22% para 3,226 euros.

 

Já a Mota-Engil segue pouco alterada, a negociar nos 3,739 euros (o que corresponde a uma queda de 0,03%), no dia em que o Negócios noticia que a oferta pública inicial da unidade africana poderá derrapar para 2015.

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