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Bolsa contraria ganhos europeus com BCP e PT a pressionar (correcção)

A bolsa nacional fechou em contraciclo com o resto da Europa, essencialmente penalizada pela Portugal Telecom e pelo Banco Comercial Português. O PSI-20 perdeu 0,38% numa sessão em que a Energias de Portugal travou maiores quedas.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 17:30
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(Corrige variações do PSI-20, BCP e BES)

A bolsa nacional fechou em contraciclo com o resto da Europa, essencialmente penalizada pela Portugal Telecom e pelo Banco Comercial Português. O PSI-20 perdeu 0,38% numa sessão em que a Energias de Portugal travou maiores quedas.

O PSI-20 encerrou nos 8.812,17 pontos, com 15 cotadas a descer, 4 a subir e uma inalterada. Desde o início do ano, acumula uma valorização de 38,9%.

Em contrapartida, na quase generalidade do Velho Continente os mercados accionistas estiveram em alta, sustentados pelos resultados acima do esperado do banco norte-americano Morgan Stanley, que intensificou a convicção de que a escalada de sete meses das bolsas é justificada.

Por cá, o BCP foi o título que mais penalizou a bolsa nacional, ao cair 0,66% para 1,054 euros, seguido do BES que cedeu 0,30%, para 5,244 euros.

Hoje, o governador do Banco de Inglaterra, Mervin King, apelou para que os governos enfrentem os problemas colocados pelos bancos que são “demasiado importantes para falharem”. Para o responsável, as regras de maiores requisitos de capital por parte dos bancos não criarão uma protecção para as entidades financeiras evitarem crises.

No entanto, nem toda a banca esteve em baixa. Com efeito, o BPI foi a acção que mais limitou as perdas do PSI-20 até perto do fecho da sessão. O banco liderado por Fernando Ulrich acabou por terminar inalterado, nos 2,53 euros, mas chegou mesmo a cotar-se nos 2,569 euros, o valor mais alto desde Julho de 2008.

As telecomunicações, também retiraram fôlego à praça nacional. A Portugal Telecom encerrou em baixa de 0,42%, para 8,088 euros, depois de o Bank of America Merrill Lynch ter referido que a empresa liderada por Zeinal Bava é a "nova KPN" mas que a cotação actual já reflecte o seu valor. Os analistas do banco de investimento sublinharam que “a PT parece bem avaliada depois de um forte desempenho em 2009”. Tendo em conta essa “elevada subida”, mantiveram a recomendação de “neutral” para a operadora.

A Zon fechou igualmente no vermelho. A empresa liderada por Rodrigo Costa, caiu 1,14% para 4,70 euros. Em contraste, a Sonaecom conseguiu inverter para terreno positivo mesmo no fecho da sessão, terminando com um ganho de 0,05% para 2,03 euros.

Na restante família Sonae, a tendência foi generalizadamente negativa. A Sonae Capital foi a excepção, ao manter-se nos 0,95 euros, ao passo que a Sonae Indústria perdeu 0,96% para 2,788 euros e a Sonae SGPS fechou com uma queda de 0,93% para 0,958 euros.

A energia foi dos poucos sectores que deu gás à bolsa nacional, numa sessão em que o petróleo voltou a disparar nos mercados internacionais. No entanto, nem todos os títulos conseguiram fechar no verde. A EDP subiu 0,29% para 3,11 euros, e a REN ganhou 0,87% para 3,001 euros.

As excepções às subidas no sector energético foram a Galp Energia, que desvalorizou 0,16% para 12,51 euros, e a EDP Renováveis que fechou com um decréscimo de 0,07%, para 7,008 euros.

No sector da construção, a tendência foi descida, com excepção da Mota-Engil. A empresa liderada por Jorge Coelho avançou 0,33%, para 4,224 euros. As suas congéneres tiveram pior desempenho, com a Teixeira Duarte a resvalar 1,41% para 1,19 euros e a Cimpor a deslizar 0,89% para 5,70 euros. Fora do PSI-20, a Soares da Costa caiu 1,54% para 1,28 euros.

Quanto ao sector da pasta de papel, a Altri encerrou a desvalorizar 0,32% para 4,037 euros, a Portucel cedeu 1,92% para 2,04 euros e a Semapa afundou 1,74% para 8,194 euros.

A Glintt perdeu 3,03%, para 0,96 euros.



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