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Bolsa contraria perdas da Europa com Brisa a impulsionar (act)

A Bolsa nacional inverteu a tendência da sessão e encerrou a somar impulsionada pela Brisa – que atingiu um máximo histórico – e pela EDP, contrariando, assim, a tendência de queda das restantes praças europeias. O PSI-20 avançou 0,14% com a Sonae a imped

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Outubro de 2004 às 17:32
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A Bolsa nacional inverteu a tendência da sessão e encerrou a somar impulsionada pela Brisa – que atingiu um máximo histórico – e pela EDP, contrariando, assim, a tendência de queda das restantes praças europeias. O PSI-20 avançou 0,14% com a Sonae a impedir maiores ganhos e a Cofina em novo máximo.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 7.427,95 pontos com dez acções a subir, nove a cair e uma inalterada, numa sessão em que a liquidez foi 7,31% inferior à anterior, com 84,9 milhões de euros negociados.

A Brisa [BRISA] foi a grande responsável pela valorização do índice, com um avanço de 0,76% para os 6,66 euros depois de ter alcançado o valor mais elevado de sempre nos 6,70 euros. O facto de ser um título refúgio continua a beneficiar a concessionária de auto-estradas em alturas de queda no mercado.

A Energias de Portugal [EDP] seguiu o seu exemplo e encerrou a somar 0,43% para os 2,34 euros no dia em que foi aprovado o Plano Nacional de Alocação de Emissões (PNALE) de Portugal, que permitirá ao país participar no mercado europeu a partir e 2005 e depois do Crédit Suisse ter reiterado a recomendação de «outperform» para os títulos da empresa e de ter dito que a eléctrica deverá ter apurado um resultado líquido de 375 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 45,5% que no mesmo período do ano passado.

Na banca o Banco BPI [BPIN] também contribui para a tendência o índice com ganhos de 0,66% para os 3,03 euros, bem como o Banco Espírito Santo [BESNN] que avançou 0,45% para os 13,41 euros.

O Banco Comercial Português [BCP] terminou inalterado nos 1,75 euros depois de ontem ter divulgado, já depois do fecho da bolsa, que os resultados líquidos ascenderam a 346,5 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 10% que no mesmo período do ano passado e em linha com as previsões dos analistas. A instituição de Jardim Gonçalves anunciou ainda o pagamento de um dividendo intercalar de 0,03 euros.

A Sonae SGPS [SON] impediu maiores ganhos perdendo 1,08% para os 0,92 euros, bem como a Portugal Telecom que encerrou nos nove euros com uma depreciação de 0,22% depois da JP Morgan, - num «research» de hoje, citado pela Reuters - ter descido a sua recomendação para «underweight» de «neutral» para a operadora telefónica.

O Citigroup reiterou a sua recomendação de «compra» para a PT com um preço alvo de 11 euros. Numa nota de research de ontemo Citigroup adianta que «continua a encontrar uma considerável capacidade de valorização das acções da PT», esperando que as receitas, que têm crescido 3,9% por ano, «assim continuem nos próximos três anos», suportadas pela operação móvel brasileira.

O sector «media» corrigiu os máximos ontem atingidos, com a Media Capital a registar perdas de 1,67% para os 5,31 euros e a Impresa [IPR] a cair 0,64% para os 4,65 euros. Destaque, no entanto, para a Cofina que, para além de ter encerrado a valorizar 0,78% para os 3,89 euros atingiu um novo máximo desde Junho de 2000 a meio da sessão a beneficiar da notícia de que a administração aprovou o projecto de cisão.

A Cofina SGPS ficará com a área de «media» e conteúdos, e uma nova «holding», a ser criada a partir da Celulose do Caima, e que também será admitida em bolsa, agregará as participações industriais do grupo. Este projecto deverá estar concluído em Fevereiro de 2005.

A Gescartão foi outro título a sublinhar, já que atingiu o máximo histórico nos 11 euros tendo encerrado a somar 1,40% para os 10,85 euros. As suas acções valorizam pela sexta sessão consecutiva.

Os analistas do sector consideram pouco provável a saída da Europac da Gescartão, já que a empresa de papel «kraft» é uma parte importante dos negócios da espanhola. Os bancos sugerem antes a saída da Sonae, que deverá abandonar a empresa contra um preço atractivo.

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