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Bolsa de Atenas afunda mais de 4% e juros da dívida disparam

O mercado está a reagir à falta de acordo entre a Grécia e os credores internacionais. A bolsa afunda mais de 4% pressionada pelo sector financeiro, e os juros da dívida disparam quase 200 pontos base no prazo a três anos.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2015 às 10:08
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A Grécia voltou a falhar um acordo com os credores internacionais no Eurogrupo de ontem. E os efeitos no mercado não tardaram.

 

Esta terça-feira, 17 de Fevereiro, o índice que reúne os bancos do país afunda quase 8%, sendo este sector o maior responsável pelo comportamento negativo da bolsa de Atenas. As maiores descidas são protagonizadas pelo Eurobank Ergasias, que cai 8,13% e pelo Piraeus Bank, que perde 8,23%. Já o Alpha Bank recua 6,39% e o National Bank of Greece desvaloriza 6,67%.

 

O sector financeiro está, assim, a pressionar a bolsa de Atenas, que desvaloriza pela segunda sessão consecutiva. Depois de ter caído mais de 4% na sessão de ontem, o principal índice grego desce 4,38%.

 

Também os juros da dívida helénica estão a reflectir o receio dos investidores face ao futuro de Atenas, depois de o novo grego ter falhado um entendimento com os parceiros da Zona Euro e FMI sobre o financiamento ao país.

 

Os juros associados à dívida helénica a três anos disparam 192,5 pontos base para 19,504%, enquanto no prazo a cinco anos o avanço é de 156,5 pontos base para 16,065%. Já a yield associada às obrigações a dez anos sobe 66,1 pontos base para 10,313%.

 

A reunião dos ministros das Finanças do euro (Eurogrupo), da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o ministro grego Yanis Varoufakis – a segunda em seis dias - terminou ontem sem um entendimento sobre como pode ser enquadrado o futuro da Grécia no euro.

 

Não houve acordo, mas ficou assente que, se o novo Governo em Atenas quiser mais apoio financeiro do resto da Zona Euro e do FMI, tem de pedir a extensão do actual programa. Se esse pedido de prolongamento da assistência chegar, entretanto, de Atenas, os ministros das Finanças prometem voltar reunir-se nesta sexta-feira.

 

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