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Bolsa de Lisboa perde 1,4 mil milhões numa hora

O índice PSI-20 segue a cair 1,89%, a maior queda intradiária desde Março deste ano, com 19 empresas a negociar no vermelho e uma inalterada. Sete cotadas perdem mais de 2% e 18 mais de 1%. O BCP lidera as quedas ao recuar 2,93%, sendo o principal respon

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 10:00
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O índice PSI-20 segue a cair 1,89%, a maior queda intradiária desde Março deste ano, com 19 empresas a negociar no vermelho e uma inalterada. Sete cotadas perdem mais de 2% e 18 mais de 1%. O BCP lidera as quedas ao recuar 2,93%, sendo o principal responsável pela perda de mais de mil milhões de euros de capitalização da praça lisboeta desde a abertura.

Mais uma vez é o BCP [bcp] que mais condiciona a evolução da praça lisboeta, ao liderar as quedas entre as empresas do principal índice do mercado português, com uma desvalorização de 2,93% para os 3,65 euros. Só o banco perde perto de 400 milhões de euros de valor de mercado.

Também o BES [besnn] e o BPI [bpi] registam perdas expressivas com a banca em Portugal a seguir a tendência de fortes quedas das congéneres europeias. Há pouco o índice Dow Joners Stoxx Financials recuava mais de 3%.

O banco liderado por Ricardo Salgado recua 2,15% para os 16,84 euros, enquanto o BPI perde 2,51% para os 6,60 euros, corrigindo dos ganhos recentes, motivados pela especulação em torno de uma fusão com o BCP.

Destaque ainda para a Galp [galp pl] que segue a cair 1,18% para os 10,84 euros, apesar de o petróleo estar a negociar próximo do recorde histórico.

Os restantes pesos pesados também pressionam a praça nacional, com a EDP [edp] a recuar 1,68% para os 4,10 euros e a Portugal Telecom [ptc] a ceder 1,17% para os 10,16 euros.

Fora do PSI-20, a REN [rene] recua 2,09% para os 3,75 euros, registando o terceiro dia de quedas.

PSI-20 perde 1,75 mil milhões de capitalização

Às 9 horas, um hora depois do fecho, o índice PSI-20 seguia com uma queda de 1,5%, perdendo 1,39 mil milhões de euros de capitalização bolsista. A queda de 1,89% registada à pouco representa um recuo de 1,75 mil milhões de euros. Esta é a maior queda intradiária registada pela praça portuguesa desde o dia 5 de Março, durante a anterior correcção.

A bolsa de Lisboa acompanha as fortes quedas que se verificam nas principais praças europeias, que em alguns casos registavam perdas superiores a 2%. Isto depois de já ontem as acções americanas terem registado perdas avultadas no fecho, como o índice S&P500 a ceder 1,3%, e hoje de madrugada as praças asiáticas terem também caído mais de 2%.

Os mercados accionistas voltam a ser ensombrados pelos efeitos da crise no mercado de crédito à habitação de maior risco de pagamento nos Estados Unidos. Ontem uma empresa dedicada a este tipo de empréstimos anunciou que terá de liquidar activos para fazer face ao incumprimento dos clientes.

Esta crise está a ter efeitos também nos bancos que investem em activos relacionados com este crédito e na generalidade dos instrumentos financeiros de dívida de maior risco.

Os mercados receiam que a dificuldade acrescida de financiamento pelas empresas e pelos fundos de "private equity" leve ao fim do "boom" de fusões e aquisições que se registou nos últimos anos, um dos principais factores que tem impulsionado as cotações.

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