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Bolsa de Lisboa regressa às fortes quedas

As acções do PSI-20 abriram quase todas em queda, acompanhando a tendência de fortes perdas das principais bolsas europeias, com os investidores a fugirem dos activos de maior risco, perante o regresso do receio dos efeitos da crise do mercado hipotecário

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 08:27
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As acções do PSI-20 abriram quase todas em queda, acompanhando a tendência de fortes perdas das principais bolsas europeias, com os investidores a fugirem dos activos de maior risco, perante o regresso do receio dos efeitos da crise do mercado hipotecário nos EUA.

O índice PSI-20 [psi20] abriu a cair 1,21%, com 17 títulos a registarem quedas e 3 inalterados.

Mais uma vez é o BCP [bcp] que mais condiciona a evolução da praça lisboeta, desta feita com uma desvalorização de 2,39% para os 3,67 euros. Também a EDP [edp] penaliza o mercado ao recuar 1,44% para os 4,11 euros.

A Mota-Engil [egl] liderava as quedas na abertura ao perder 4,62% para os 6,20 euros.

Apenas a Jerónimo Martins [jmar], a Cofina [cofi] e a PT Multimédia [ptm] estavam inalteradas na abertura.

A bolsa de Lisboa acompanha as fortes quedas que se verificam nas principais praças europeias, que em alguns casos registavam perdas superiores a 2% na abertura. Isto depois de já ontem as acções americanas terem registado perdas avultadas no fecho, como o índice S&P500 a ceder 1,3%, e hoje de madrugada as praças asiáticas terem também caído mais de 2%.

Os mercados accionistas voltam a ser ensombrados pelos efeitos da crise no mercado de crédito à habitação de maior risco de pagamento nos Estados Unidos. Ontem uma empresa dedicada a este tipo de empréstimos anunciou que terá de liquidar activos para fazer face ao incumprimento dos clientes.

Esta crise está a ter efeitos também nos bancos que investem em activos relacionados com este crédito e na generalidade dos instrumentos financeiros de dívida de maior risco.

Ontem o banco americano Bear Sterns anunciou que congelou o resgate de participações por parte dos investidores nos fundos de "hedge fund" que investem em dívida hipotecária de maior risco de imcumprimento, depois de estes terem perdido quase a totalidade do seu valor. Também o Macquire Bank, o maior banco de investimento australiano, revelou perdas de 25% nos seus fundos de obrigações de alto risco.

Os mercados receiam que a dificuldade acrescida de financiamento pelas empresas e pelos fundos de "private equity" leve ao fim do "boom" de fusões e aquisições que se registou nos últimos anos, um dos principais factores que tem impulsionado as cotações.

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