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Bolsa de São Paulo e real recuperam das quedas provocadas pela reeleição de Dilma Rousseff

A bolsa de São Paulo sobe mais de 2,5%, enquanto o real recupera de mínimos de 11 anos. As cotadas estatais Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil - que chegaram a cair ontem mais de 11% - sobem mais de 3%.

Reuters
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 28 de Outubro de 2014 às 16:25
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Depois da tempestade vem a bonança. Depois da reacção inicial negativa à reeleição de Dilma Rousseff, os mercados regressaram aos ganhos.

 

A bolsa de São Paulo está a subir 2,65% para 51.844,27 pontos esta terça-feira, 28 de Outubro. A Ibovespa chegou a perder ontem mais de 6%, no primeiro dia após Dilma Rousseff ter sido reeleita Presidente do Brasil.

 

A companhia aérea Gol está a liderar os ganhos (8,53%), seguida da eléctrica Light (5,93%) e da construtora Rossi Residencial (5,81%).

 

As principais companhias estatais cotadas em bolsa – Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil - chegaram a afundar ontem mais de 11% durante a sessão. A petrolífera chegou mesmo a tombar 15,58%.

 

Mas as cotadas estatais estão hoje a recuperar. A Petrobras ganha 3,85% para 14,84 reais; a Eletrobras sobe 4,36% para 8,62 reais; o Banco do Brasil valoriza 4,88% para 25,59 reais.

 

No mercado cambial, o cenário também é de recuperação. O real está a subir

Na ausência de um claro caminho no trajecto que o Governo pretende seguir, os investidores vão adoptar uma atitude de esperar para ver, a actividade económica vai permanecer em baixa, e os mercados financeiros vão ser sujeitos a correcções periódicas.
 
Moody's

1,66% para 2,4791 dólares, a maior subida mundial de uma moeda, recuperando de mínimos de 11 anos. O real fechou a sessão de ontem a cair 1,9% nos 2,511 dólares, o nível mais baixo desde 2005.

 

A queda de ontem da moeda brasileira representa um "risco muito elevado" para a Petrobras, porque cerca de 70% da sua dívida está em dólares, aponta a agência Moody's. 

 

Os mercados aguardam agora que Dilma Rousseff anuncie quem vai ser o novo ministro das Finanças brasileiro. Um dos nomes que está a ganhar mais força é o de Luiz Trabuco, presidente executivo do banco Bradesco.

 

Mas há mais nomes em cima da mesa: Eduardo Loyo - economista-chefe do banco BTG Pactual, que foi representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI); Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil da Presidente do Brasil; Henrique Meirelles, antigo presidente do Banco Central do Brasil.

 

Os investidores estão agora em compasso de espera para ver qual o caminho que o novo Executivo vai seguir, depois de Dilma Rousseff ter assinalado que pretende proceder a mudanças no segundo mandato.

 

"A credibilidade financeira do Governo brasileiro depende do seu sucesso em travar os problemas de crescimento do país", aponta a Moody's numa nota hoje divulgada e citada pela Bloomberg.

 

"Na ausência de um claro caminho no trajecto que o Governo pretende seguir, os investidores vão adoptar uma atitude de esperar para ver, a actividade económica vai permanecer em baixa, e os mercados financeiros vão ser sujeitos a correcções periódicas", defende a agência de notação financeira.

 

Opinião semelhante tem a agência Standard & Poor's: a presidente precisa de mudar a sua política económica no segundo mandato para recuperar a confiança dos investidores.

 

"Existe um grau de desconfiança que precisa de ser ultrapassado. Existem expectativas de uma nova equipa económica, mas mudar políticas vai ser essencial", disse à Bloomberg Lisa Schineller da S&P.

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