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Bolsa em máximo de 2001 com subidas dos principais títulos (act)

A bolsa nacional encerrou a negociação a ganhar mais de 1%, tendo quebrado a barreira dos 8.700 pontos durante a sessão, impulsionada pela valorização superior a 2% da Portugal Telecom. O PSI-20 ganhou 1,11%, animado também pelas subidas da EDP, do BCP e

Paulo Moutinho 03 de Janeiro de 2006 às 17:00
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A bolsa nacional encerrou a negociação a ganhar mais de 1%, tendo quebrado a barreira dos 8.700 pontos durante a sessão, impulsionada pela valorização superior a 2% da Portugal Telecom. O PSI-20 ganhou 1,11%, animado também pelas subidas da EDP, do BCP e da Sonae SGPS.

O PSI-20 cotou nos 8.697,15 pontos, depois de ter renovado o máximo de Junho de 2001 nos 8.708,61 pontos. A praça nacional registou a maior subida das congéneres europeias, que inverteram dos ganhos do início da sessão, com o preço do petróleo a subir mais de 3% em Londres e Nova Iorque.

Os títulos da Portugal Telecom [ptc] foram os principais impulsionadores do índice nacional, ao valorizarem 2,46 % para os 8,75 euros, seguindo a tendência do sector europeu das telecomunicações, que está a beneficiar da revisão em alta da recomendação da JP Morgan para o sector. A participada PT Multimédia [ptm] desvalorizou 0,42% para os 9,51 euros.

Segundo o operador de mercado Pedro Santos do BCP Investimento, a PT continua a ser impulsionada pelo facto de o assunto «golden-share» estar ainda «em cima da mesa» criando a expectativa de que «a operadora possa ser um alvo potencial».

A EDP [edp] encerrou nos 2,63 euros, a subir 1,15%, no dia em que a Lisbon Brokers reiniciou a cobertura dos títulos da eléctrica, com a recomendação de «comprar» e um preço alvo para o final de 2006 de 2,89 euros. A saída de Talone da presidência executiva da empresa já estava incorporada pelo mercado, afirma a mesma fonte.

O BCP [bcp] avançou 0,86% para os 2,35 euros, tendo negociado nos 2,37 euros com uma subida de 1,72%. Na restante banca, o banco BPI [bpin] fechou inalterado nos 3,85 euros e as acções do BES [besnn] caíram 0,95% para os 13,50 euros.

A impulsionar o índice nacional estiveram também os títulos da Sonae SGPS [son], que encerraram em máximo de Setembro de 2000 nos 1,21 euros, a valorizar 3,42%, ainda a beneficiar da subida na recomendação de «acumular» para «comprar» do banco de investimento Caixa BI, com um preço-alvo de 1,45 euros. A «holding» de Balmiro de Azevedo continua a beneficiar também com o destaque na unidade industrial.

Em sentido inverso encerraram as acções da Sonae Indústria [soni] que caíram 5,73% para os 5,43 euros, no segundo dia de negociação dos direitos convertíveis da Sonae SGPS. A forte pressão de venda sobre os direitos (foram transaccionados mais de 30 milhões de títulos), que podem ser convertidos em acções da empresa, continuam a penalizar as cotações das acções da Sonae Indústria. Nas restantes cotadas da «holding» de Belmiro de Azevedo, a Sonaecom [snc] desceu 0,27% para os 3,68 euros e a Modelo Continente [mcon] fechou sem variação, nos 1,97 euros.

A concessionária de auto-estradas Brisa [brisa] ganhou 1,41% para os 7,21 euros, no dia em que os analistas do BPI afirmaram que a potencial venda da posição da Brisa no capital da Energias de Portugal tem um impacto positivo nas acções da concessionária. Segundo os analistas Bruno Almeida da Silva e Ana Horno «estrategicamente isto é positivo porque implica que a Brisa se foque no seu negócio "core"» e recomendam «manter» as acções da Brisa com um preço alvo de 6,80 euros.

A Semapa [sema] fechou nos 6,87 euros, depois de ter renovado o máximo histórico nos 6,93 euros, com um ganho de 1,91%. A «holding» de Pedro Queiroz Pereira beneficiou de ter passado para o primeiro lugar da lista de acções com maior potencial de valorização do Millennium BCP, com os analistas a atribuem um potencial de valorização de 24% aos títulos da cotada, face ao fecho de sexta-feira, para os 8,45 euros, com a recomendação de «acumular» para as acções da Semapa.

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