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Bolsa em terreno negativo com BCP a pressionar

A bolsa inverteu para terreno negativo, arrastada pela forte queda das acções do BCP. Galp está a travar uma queda mais expressiva.

Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 09 de Junho de 2016 às 13:05
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A bolsa portuguesa foi incapaz de manter a tendência positiva que marcou o arranque da sessão, com o PSI-20 a acompanhar as quedas europeias. A determinar a descida do índice está o BCP. Banco cai 3%.


O PSI-20 até começou a sessão a valorizar, mas entretanto já sucumbiu às quedas. O índice cede 0,19% para 4.816,87 pontos, com sete acções a desvalorizarem, nove em alta e duas acções inalteradas. O mercado accionista português segue a acompanhar a correcção nas bolsas europeias.


Os principais índices do Velho Continente estão a perder terreno pelo segundo dia, com o alemão Dax a liderar as descidas, ao perder mais de 1%. A penalizar a negociação estão os receios de que as medidas implementadas pelo BCE sejam insuficientes para suportar a economia da região.


Por cá, o BCP é o principal responsável pela queda do PSI-20. O banco segue a cair 2,99% para 0,0227 euros, a prolongar o mau desempenho dos últimos dias. Os títulos têm estado a corrigir ao longo das últimas semanas, penalizados pelos receios de que a instituição seja forçada a reforçar capitais, ainda que Nuno Amado já tenha rejeitado esta possibilidade, numa tentativa de tranquilizar os investidores.


A pressionar está ainda a Jerónimo Martins. A retalhista cai 0,96% para 14,375 euros, contribuindo para o sentimento negativo na bolsa lisboeta. Ainda no sector, a Sonae desce 1,75% para 0,897 euros.


Uma nota negativa ainda para a EDP. A eléctrica desvaloriza 0,93% para 2,987 euros, a contrariar os ganhos das restantes empresas do sector energético em Lisboa. A EDP Renováveis ganha 0,55% para 6,978 euros, enquanto a Galp aprecia 1,37% para 12,205 euros.


A petrolífera já chegou a ganhar um máximo de 2,91% para 12,39 euros durante a manhã, o que representa a cotação mais elevada desde Abril do ano passado. A sustentar as acções da empresa está a forte subida dos preços do petróleo, que registam o maior ciclo de ganhos em seis semanas.


O petróleo inverteu a tendência positiva do início da sessão e segue agora a negociar acima dos 52 dólares por barril no mercado de Londres, mas já esteve a cotar próximo dos 53 dólares.

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