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Bolsa encerra a desvalorizar condicionada pela Brisa (act.)

A bolsa portuguesa encerrou hoje a cair, em linha com as restantes praças europeias, pressionada pela Brisa e pela PT Multimédia. A liquidez da sessão de hoje foi afectada pelo adiamento da abertura pela Euronext, devido a problemas técnicos. O PSI-20 per

Negócios negocios@negocios.pt 06 de Dezembro de 2004 às 17:02
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A bolsa portuguesa encerrou hoje a cair, em linha com as restantes praças europeias, pressionada pela Brisa e pela PT Multimédia. A liquidez da sessão de hoje foi afectada pelo adiamento da abertura pela Euronext, devido a problemas técnicos. O PSI-20 perdeu 0,15%.

O PSI-20 [psi20] depreciou 0,15% para 7.430,65 pontos, com apenas três títulos a valorizarem – PT, Sonaecom e Impresa –, 11 títulos a cair e seis inalterados.

No resto da Europa a valorização do petróleo, que chegou a ganhar mais de 2% em Nova Iorque, voltou a pressionar as mais importantes praças.

De acordo com um corretor da praça portuguesa contactado pelo Jornal de Negócios Online, a sessão de hoje destacou-se pela «a fraca liquidez», em parte justificada pelo início tardio da sessão, devido a problemas técnicos da Euronext, e pelo facto de ser feriado em alguns mercados europeus, como o caso de Espanha, onde se comemora o dia da Constituição. O PSI-20 encerrou com 46,738 milhões de euros e 12,8 milhões de títulos negociados.

O principal título a pressionar a bolsa nacional foi a Brisa [brisa], que perdeu 0,62% para os 6,44 euros. A concessionária de auto-estradas é um dos títulos mais prejudicados com o cenário de eleições antecipadas, que coloca em causa a introdução de portagens nas SCUT caso o Partido Socialista vença as próximas eleições legislativas.

A PT Multimédia [ptm] caiu 1,12%, para 17,66 euros, ao contrário da «casa-mãe», que avançou 0,23%, para 8,84 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] terminou a sessão inalterada, nos 2,21 euros, depois do ministro das Actividades Económicas, Álvaro Barreto, ter dito, segundo a Reuters, que não vai avançar com a reestruturação do sector energético, devido à actual situação do Governo.

As tarifas da electricidade vão subir mais que os valores propostos inicialmente pela Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) para o próximo ano. Segundo um comunicado da EDP, as tarifas finais vão subir 2,3% para os clientes domésticos do Continente, contra uma anterior proposta de 2,1%. Esta revisão em alta da tarifa é justificada pelo regulador com o facto de se terem revisto os valores da inflação e do índice de preços implícitos no consumo privado, de acordo com as previsões entretanto publicadas pelo Governo, no Orçamento do Estado, e pela União Europeia.

No que respeita aos proveitos regulados para 2005 das actividades desenvolvidas pela EDP Distribuição, o total de proveitos permitidos (indicador da margem bruta) situar-se-á em 1, 65 mil milhões de euros, ou seja, praticamente em linha com o montante de 1,169 mil milhões de euros estabelecido pela ERSE nas tarifas de 2004, segundo o comunicado da eléctrica.

O Banco BPI [bpin] foi o terceiro título que mais condicionou a queda da praça portuguesa, ao deslizar 0,33%, para 3,01 euros. O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] acompanhou a descida e recuou 0,15%, para 13,10 euros, mas já o Banco Comercial Português (BCP) [bcp] terminou o dia inalterado, nos 1,84 euros.

A Sonaecom [snc] foi uma das três empresas que terminou o dia com ganhos, ao avançar 0,86%, para 3,51 euros, mas já a Sonae SGPS [son] manteve-se inalterada no fecho, nos 0,99 euros. A Sonae Indústria [sona] caiu 1,49%, para 4,63 euros.

No sector dos media, a Impresa [ipr] avançou 0,57%, para 5,33 euros, enquanto a Media Capital [mcp] cedeu 1,67%, para 5,31 euros. A Cofina [cofi] manteve-se estável, nos 3,77 euros.

A Semapa [sema] caiu 1,70%, para 4,04 euros, enquanto a Teixeira Duarte [txde] – companhia que deve sair do PSI-20 na próxima revisão do principal índice português – depreciou 3,67%, para 1,05 euros.

Para o sector tecnológico o dia correu melhor, com a Reditus [red] a ganhar 2,02%, para 2,52 euros, a Novabase [nba] a valorizar 0,33%, para 6,08 euros e a Pararede [para] inalterada, nos 0,37 euros.

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