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Bolsa grega cai e juros sobem em dia de Eurogrupo

No dia em que os ministros das Finanças do euro se reúnem em Bruxelas para discutir a situação da Grécia, o ministro alemão das Finanças veio sugerir a realização de um referendo sobre a permanência grega na Zona Euro. A bolsa helénica cai mais de 3,5% e os juros seguem em alta.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 11 de Maio de 2015 às 14:38
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O principal índice bolsista grego, o FTASE, segue a recuar 3,68% para 242,17 pontos, numa sessão em que já chegou mesmo a desvalorizar 4,51%, naquela que é a segunda sessão consecutiva a negociar no vermelho.

 

Num dia em que a generalidade das principais bolsas europeias seguem em alta, o receio dos investidores face à situação financeira grega está a penalizar a bolsa deste país. Esta segunda-feira, 11 de Maio, reúnem-se em Bruxelas os responsáveis pelas Finanças dos membros da Zona Euro. A questão grega voltará a estar em cima da mesa.

 

E apesar de já ter sido avançado que não será ainda hoje que a Grécia e as instituições credoras poderão chegar a um acordo final sobre o plano abrangente de reformas que Atenas terá de levar a cabo para ver desbloqueada a tranche de 7,2 mil milhões de euros, prevista no programa de assistência grego, são esperadas novidades.

 

Os sinais de aproximação entre as partes dados aquando da remodelação da equipa grega responsável pelas negociações com os credores e o comunicado conjunto emitido na semana passada por Alexis Tsipras, primeiro- ministro grego, e por Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, parecem agora ultrapassados pelas mais recentes declarações e posições das autoridades gregas, nomeadamente do ministro das Finanças, Yanis Varoufakis.

 

Varoufakis sustenta que os parceiros gregos e o actual Executivo helénico têm visões distintas daquilo que devem ser as medidas a aplicar no país, sendo que foram novamente mencionadas linhas vermelhas sobre questões relacionadas com o mercado laboral e o sistema de pensões. Precisamente áreas sobre as quais Tsipras e Juncker haviam acordado negociar.

 

Entretanto, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, disse hoje que a realização de um referendo sobre a permanência da Grécia na Zona Euro poderá ser uma boa ideia.

 

Sinalizando assim que as instâncias europeias não estarão disponíveis para aceder às ameaças das autoridades gregas relativas à promoção de um referendo popular. Tsipras já disse que iria avançar com um referendo sobre um eventual acordo entre Atenas e as instituições credoras que ultrapasse o mandato atribuído pelo povo grego ao Syriza aquando das legislativas de 25 de Janeiro último.

 

Esta terça-feira, Atenas terá de proceder ao pagamento de cerca de 770 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), decorrente dos empréstimos concedidos pelo Fundo no âmbito dos dois resgates concedidos à Grécia. Avolumam-se as especulações em torno da eventual incapacidade da Grécia para proceder a esta devolução, especulando-se agora sobre a possibilidade de as autoridades gregas decretarem a suspensão dos pagamentos ao FMI.

 

Perante este cenário, os juros da dívida grega seguem alta. A dívida grega transaccionada entre si pelos investidores nos mercados secundários segue a subir 18,1 pontos base para 20,93% no prazo a dois anos.

 

Tendência que se verifica também nas obrigações gregas a quatro e a dez anos. As "yield" gregas a quatro anos sobem 17,5 pontos para 15,03% e a dez anos avançam 11,9 pontos para 10,79%. 

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