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Bolsa grega volta a deslizar mais de 5% e juros a disparar

As taxas de juros associadas à dívida grega voltam a subir entre 184 pontos base e os 59 pontos, nos prazos de referência. Já a bolsa volta às quedas acentuadas, depois de Alexis Tsipras ter apresentado o programa de Governo.

Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 09:11
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As taxas de juro implícitas na dívida grega voltam a disparar esta segunda-feira, 9 de Fevereiro, com as subidas a serem mais acentuadas nos prazos mais curtos. Assim, a "yield" das obrigações a três anos está a subir 184,4 pontos base para 19,847%. No prazo a cinco anos a subida é de 105,8 pontos para 15,361% e a 10 anos é de 59,6 pontos para 10,701%.

 

Estas subidas acentuadas das taxas de juro genéricas, e que são negociadas no mercado secundário, estão relacionadas com a especulação dos investidores em relação ao futuro do país. Depois de uma semana marcada por vários encontros entre os responsáveis gregos e os líderes europeus, Alexis Tsipras apresentou, este domingo, 8 de Fevereiro, o programa do Governo, reiterando a intensão de negociar com os congéneres europeus mais tempo para reembolsar os empréstimos.

 

A contribuir para este comportamento estiveram também as agências de notação financeira. A Standard & Poor’s reduziu em um nível, de ‘B’ para ‘B-’, o rating soberano da Grécia, na sexta-feira, 6 de Fevereiro. A classificação da dívida soberana helénica está agora, assim, no sexto nível de "lixo", correspondente a uma categoria considerada altamente especulativa, já que existe risco de crédito e a com margem de segurança do reembolso é limitada.

 

Também na sexta-feira, a agência de 'rating' Moody's anunciou que vai rever em baixa a notação financeira grega, cuja notação actual é de "Caa1", equivalente a "lixo".

 

O impasse e a incerteza que têm rodeado a Grécia têm feito com que os investidores "castiguem" os activos gregos, fazendo disparar os juros e afundar a bolsa.

 

E hoje, o comportamento da bolsa grega não escapa a esta tendência. O FTASE, índice que agrega as 25 maiores cotadas gregas, está a descer 5,46% para 226,970 pontos, sendo que é a banca que, mais uma vez, mais se destaca. O Piraeus está a perder mais de 9%, o Alpha Bank mais de 7,5%, o Eurobank Ergasias mais de 7% e o National Bank of Greece quase 6%. A banca grega lidera assim as perdas entre as congéneres europeias. 


Esta semana volta a ser uma semana "chave" para Atenas, já que se vai realizar um Eurogrupo extraordinário na quarta-feira, 11 de Fevereiro, seguindo-se uma Cimeira Europeia na quinta-feira, cujo principal tema é precisamente a Grécia. Os líderes europeus têm de encontrar uma solução para o país agora liderado por Alexis Tsipras, numa altura em que se aproxima o fim do programa de resgate grego (final de Fevereiro).

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