Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsa incapaz de acompanhar recuperação da Europa fecha a perder perto de 1%

A bolsa nacional encerrou a sessão em queda, numa sessão marcada pela recuperação das bolsas europeias após França ter ido ao mercado financiar-se a custos mais baixos, apesar do corte de "rating" da S&P.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 16:42
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...
O PSI-20 recuou 0,92% para 5.429,10 pontos, com 15 acções a descer duas a subir e três inalteradas. Entre os congéneres europeus, apesar de um início de sessão em queda a reflectir o corte de “rating” por parte da S&P na sexta-feira, a sessão acabou por terminar com sentimento positivo, com alguns índices a subirem inclusivamente mais de 1%. A animar a negociação esteve a ida ao mercado de França, com o país a conseguir financiar-se a custos mais baixos.

Os investidores "ignoraram" a decisão da agência de notação financeira de retirar o “triplo A” a Paris, na primeira emissão de dívida de França depois do corte de "rating" da Standard & Poor’s. O Tesouro gaulês vendeu 1,895 mil milhões de euros em dívida com maturidade de um ano, tendo aceite pagar um juro de 0,406%. Um custo que compara com a rendibilidade de 0,454% exigida pelos investidores no leilão similar realizado a 9 de Janeiro.

O dia foi marcado pela reacção dos mercados aos cortes de “rating” anunciados pela S&P na sexta-feira, já após o fecho do mercado, o que fez disparar as taxas de juro. Contudo, o Banco Central Europeu (BCE) interveio no mercado secundário, comprando obrigações de Espanha e Itália, o que também ajudou a acalmar os ânimos.

Um dos entraves para que Portugal conseguisse acompanhar a evolução das praças europeias foi a subida acentuada dos juros. As taxas de juros das obrigações portuguesas estão a subir mais de 300 pontos base nos prazos mais curtos (entre dois a quatro anos), a reflectir os receios em torno do País e da sua capacidade de cumprir com o pagamento das suas dívidas. A S&P colocou o “rating” de Portugal num nível considerado de “lixo”.

O sector bancário, que tem sido dos mais afectados nesta crise financeira, fechou com uma tendência negativa. O BES perdeu 0,96% para 1,242 euros, o BPI recuou 1,55% para 0,508 euros e o Banif caiu 2,26% para 0,303 euros. Já o BCP conseguiu escapar e fechou estável nos 0,133 euros.

A contribuir para a descida do índice esteve a Galp Energia, que recuou 2,45% para 11,96 euros, bem como a Portugal Telecom, que cedeu 1,15% para 4,22 euros, tendo tocado nos 4,21 euros, o que corresponde ao valor mais baixo desde 2002.

A tendência foi de perdas generalizadas, num dia de ausência de notícias específicas sobre as várias cotadas. A EDP caiu cerca de 0,5% para 2,344 euros, a EDP Renováveis caiu mais de ,15% para 4,43 euros. Nas telecomunicações o cenário foi semelhante, com a Zon a ceder 0,21% para 2,502 euros e a Sonaecom a cair 0,62% para 1,28 euros.

(Notícia actualizada às 16h48 com cotações)
Ver comentários
Saber mais Bolsa PSI-20 Europa rating
Outras Notícias