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Bolsa lidera quedas na Europa com Galp e BCP a caírem mais de 2%

A bolsa nacional não conseguiu acompanhar a tendência de recuperação que se registou no final da sessão nas praças europeias. A Galp foi penalizada pela forte descida do petróleo e o BCP regressou às quedas.

Foto Bloomberg mercados bolsas
Miguel Baltazar
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A bolsa nacional fechou em terreno negativo pela terceira sessão, com o PSI-20 a cair mais de 1% e a ser penalizado pelas acções da Galp Energia, Nos e BCP. O índice português desceu 1,01%para 4.520,61 pontos, com 12 cotadas em queda, quatro em alta e duas sem variação.

 

Na Europa, os principais índices bolsistas também fecharam no vermelho (embora com quedas menos acentuadas), pressionados pelo sector da banca – em particular a alemã – e pelas cotadas do sector automóvel e energético. O índice que reúne os maiores bancos do Velho Continente atingiu mínimos de 24 de Agosto, com as perdas a serem lideradas pelo Commerzbank.

 

Os títulos do banco alemão desceram mais de 3% depois de ter sido noticiado pelo jornal alemão Handelsblatt que a instituição está a preparar a suspensão do pagamento de dividendos aos seus accionistas, além de estar a preparar a eliminação de 9.000 postos de trabalho. O Deutsche Bank voltou a atingir mínimos históricos, ainda que o sector bancário europeu tenha recuperado parte das quedas registadas a meio da sessão.

 

Os índices accionistas europeus também atenuaram as perdas, beneficiando com os dados económicos que foram divulgados nos Estados Unidos. Esta tarde, foi revelado que a confiança dos consumidores atingiu o valor mais alto desde 2007. 

 

"Os mercados estão nervosos, mas os níveis de pânico não foram ainda atingidos", disse à Bloomberg um analista do banco alemão MPPM EK.

Na bolsa nacional, a Galp Energia voltou a ser a cotada que mais penalizou o PSI-20. A petrolífera recuou 2,35% para 11,45 euros, uma evolução que acontece numa altura em que o "ouro negro" está a desvalorizar mais de 3% nos mercados internacionais, na véspera da reunião dos membros da OPEP e da Rússia, em Argel.

 

Ainda na energia, a EDP desceu 0,34% para 2,928 euros e a EDP Renováveis caiu 0,45% para 7,095 euros, depois de ter anunciado ontem que estabeleceu um acordo com duas instituições financeiras, que não identifica, para o financiamento de "tax equity" no montante de 342 milhões de dólares (305 milhões de euros).

 

A contribuir para a descida do PSI-20 estiveram também as acções da Nos (-1,6% para 6,015 euros) e dos CTT. Os títulos dos Correios desvalorizaram 1,48% para 5,975 euros, depois de terem tocado no novo mínimo histórico de 5,955 euros. Esta segunda-feira, a IM Valores reduziu o preço-alvo para as acções da empresa de correios de 7,70 euros para 7,20 euros, justificando a descida com o "cenário mais conservador" do que antes para o negócio das encomendas e para o segmento bancário.

 

A Mota-Engil protagonizou uma das quedas mais intensas do PSI-20, com as acções da construtura a desvalorizarem 3,6% para 1,58 euros.

 
(notícia actualizada às 16:49 com mais informação)

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