Bolsa Bolsa nacional acentua queda pressionada por banca e energia

Bolsa nacional acentua queda pressionada por banca e energia

O PSI-20 cai mais de 1% pressionado pelo BCP e pela EDP Renováveis, uma tendência que é acompanhada pelas principais praças do Velho Continente, arrastadas pelo recuo das energéticas e das matérias-primas
Bolsa nacional acentua queda pressionada por banca e energia
Miguel Baltazar/Negócios
Inês F. Alves 15 de março de 2016 às 13:27

Com 14 cotadas em queda e três em alta, o principal índice da bolsa de Lisboa cai 1,26% para 5.016,80 pontos, pressionado pelo BCP, a EDP Renováveis e a Jerónimo Martins.

O sentimento negativo é extensível às praças do Velho Continente, com o Stoxx 600 a recuar 1,19% para 340,57 pontos, o espanhol IBEX a perder 1,59% para 8.997,00 pontos e o germânico DAX a cair 0,76% para 9.914,64 pontos.

Escreve a Bloomberg que a penalizar o desempenho das praças europeias está o recuo das cotadas ligadas às "commodities" e ao sector energético.

Segundo a agência, a Antofagasta caiu 10%, liderando as perdas entre cotadas do sector mineiro, e a Tullow Oil e a Seadrill caíram mais de 6%, numa altura que o preço do petróleo afunda.

A Bloomberg refere ainda a decisão do Banco do Japão de manter as taxas de juro inalteradas face aos valores fixados em Janeiro, refreando novos estímulos à economia. Por outro lado, os investidores aguardam as conclusões das reuniões de política monetária do Banco de Inglaterra e da Reserva Federal norte-americana, ambas marcadas para esta semana.

"Na sequência do fraco desempenho da Ásia [nomeadamente, das bolsas asiáticas], e da acção desapontante do Banco do Japão, estamos a ver o mercado a realizar lucros", diz Heinz-Gerd Sonnenschein, estrategista do Deutsche Postbank.

"A Reserva Federal avança com a sua decisão relativa às taxas de juro amanhã, seguida do Banco de Inglaterra, então os investidores acham que é melhor colocar o lucro no bolso e ficar a aguardar", acrescentou, citado pela agência

O Brent, negociado em Londres e preço de referência para a Europa, cai 2,78% para 38,43 dólares por barril. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, recua 2,82% para 36,13 dólares.

Por cá, a EDP Renováveis perde 2,27% para 6,401 euros, enquanto a EDP avança 0,10% para 2,984 euros, num dia em que o Negócios escreve que a EDP, a REN e a Brisa baixam factura com juros à boleia do Banco Central Europeu. A REN avança 0,68% para 2,799 euros.

Já a Galp recua 0,84% para 10,665 euros no dia em que a petrolífera reduziu a sua previsão de investimento, anunciou que vai iniciar este ano a perfuração na costa portuguesa em parceria com a italiana Eni, e que vai distribuir aos seus accionistas 0,41 euros por acção relativos aos resultados do ano passado.


No sector do retalho, a Jerónimo Martins cai 1,30% para 13,635 euros, enquanto a Sonae perde 1,08% para 1,005 euros.


No sector da banca, o BPI avança 0,08% para 1,246 euros e o BCP recua 3,66% para 4,47 cêntimos por acção, num dia em que o Negócios escreve que o efeito Draghi colocou acções do banco no pódio da Europa.




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