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Bolsa nacional cai mais de 2% e lidera quedas na Europa

A bolsa nacional negoceia em queda de 2,04%, pressionada essencialmente pelo Banco Comercial Português e pela Portugal Telecom. As praças europeias também transaccionam em terreno negativo, mas com desvalorizações mais moderadas do que o PSI-20.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 10:22
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A bolsa nacional negoceia em queda de 2,04%, pressionada essencialmente pelo Banco Comercial Português e pela Portugal Telecom. As praças europeias também transaccionam em terreno negativo, mas com desvalorizações mais moderadas do que o PSI-20.

O índice principal (PSI-20) negoceia nos 7.618,52 pontos com dezanove cotadas a descer e uma a subir. O sector da banca é o que mais pressiona a bolsa nacional.

O BCP recua 3,06% para 0,886 euros e o BES desce 2,10% para 4,513 euros. Já o BPI desvaloriza 3,69% para 1,96 euros.

A Portugal Telecom (PT) também é das cotada que mais pressiona, ao descer 2,23% para 7,108 euros e a Zon Multimédia perde 2,34% para 4,015 euros. As duas cotadas foram condenada a pagar uma multa por abuso de posição dominante, que ascende a 53,062 milhões de euros, no valor global.

Zeinal Bava, presidente-executivo da PT afirmou hoje à Lusa que a multa aplicada à empresa pela Autoridade da Concorrência de 45,016 milhões de euros (montante que diz respeito à PT) "é ilegal e totalmente desproporcionada e desenquadrada das condições de mercado".

A Sonaecom deprecia 3,94% para 1,73 euros.

A Brisa, que vendeu a totalidade das acções da Abertis que ainda detinha no segundo trimestre deste ano, cai 3,32% para os 6,004 euros e a Cimpor recua 0,67% para 5,006 euros.

Também em destaque pela negativa está o sector da construção. As cotadas deste sector apresentaram resultados melhores do que esperado, na segunda-feira e acumulam uma desvalorização na semana.

No entanto, hoje estarão a ser pressionadas pelo facto da FCC ter apresentado uma melhor proposta ao TGV.

A Mota-Engil desce 4,53% para 3,16 euros e a Teixeira Duarte, que é a cotada que acumula a maior subida desde os mínimos de 9 de Março desvaloriza 5,95% para 0,964. Ainda assim ainda sobe 132%, desde o mínimo registado este ano.

A Soares da Costa que negoceia no PSI-Geral recua 4,42% para 1,08 euros.

A pressionar poderá estar o facto de o consórcio liderado pela espanhola FCC apresentou um preço de construção cerca de 300 milhões mais barato do que a melhor proposta da Mota-Engil, que ficou em segundo lugar no "ranking" das propostas mais baratas.

A EDP Renováveis contraria a queda do índice, ao apreciar 0,26% para 6,91 euros.

A EDP Renováveis, através da Horizon Wind Energy, estabeleceu um contrato com a JPM Capital Corporation que lhe permitirá receber desde já 101,9 milhões de dólares (71,2 milhões de euros), ficando este investidor, ligado ao grupo JP Morgan, com o direito de receber os benefícios fiscais dos activos eólicos abrangidos pelo acordo.

Também a Galp Energia segue em alta de 0,22% para 9,81 euros. A exploração da Galp no Brasil poderá trazer melhores resultados do que os esperados. Após a apresentação do novo quadro regulatório de exploração da camada do pré-sal, o presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, informou, citando o presidente da Petrobras, que "as perspectivas de Iara [poço situado na bacia de Santos] podem ser maiores do que se imaginava".

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