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Bolsa nacional cai mais de 3% na pior sessão desde o resgate do BES

A bolsa nacional fechou o dia a perder mais de 3%, registando assim a pior sessão desde 7 de Agosto, um período que precedeu o resgate do BES. No resto da Europa o cenário é semelhante, com os investidores a reflectirem desapontamento com o BCE.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 16:42

O PSI-20 perdeu 3,30% para 5.495,70 pontos, com as 18 cotadas que compõem o principal índice a desvalorizarem. Esta é a queda mais pronunciada desde 7 de Agosto, num período que foi marcado pelo resgate do BES, anunciado no domingo 3 de Agosto. Os restantes índices europeus também registam fortes quedas, sendo que apenas o índice grego caiu menos de 0,5%. Entre os restantes índices as quedas superam variam entre 1,25% do inglês e 3,62% do italiano.

 

A determinar a queda dos índices está o Banco Central Europeu (BCE), depois do presidente da autoridade, Mario Draghi, ter explicado o programa de compra de activos.O programa vai arrancar já este mês, mas o facto de o programa não atingir um bilião de euros desapontou os investidores.

 

As quedas foram assim generalizadas entre as cotadas do PSI-20, com 12 das 18 empresas a desvalorizarem mais de 2%. A sessão de hoje foi marcada por descidas pronunciadas, com apenas a Jerónimo Martins a fechar com uma quebra inferior a 1%.

 

As acções da dona dos supermercados Pingo Doce fecharam a ceder 0,63% para 8,364 euros, tendo chegado esta manhã a deslizar para o valor mais baixo desde Julho de 2010 ao tocar nos 8,13 euros. As acções da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos têm sido penalizadas por revisões em baixa da avaliação de casas de investimento, devido essencialmente à queda de preços no mercado nacional e na Polónia.

 

Ainda no sector do retalho, a Sonae SGPS cedeu 2,94% para 1,09 euros.


Em queda acentuada fechou também a Portugal Telecom, ao perder 6,04% para 1,541 euros, acompanhando assim a tendência da Oi, que recua mais de 4%, depois de ontem o ministro das Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, ter afirmado que o Executivo brasileiro não defende a consolidação do mercado de telecomunicações.

 

Destaque também para a Mota-Engil que perdeu 5,89% para 4,668 euros, no dia em que o Negócios noticia que o grupo assinou um acordo com o Governo do Uganda para o estudo e construção de um projecto hidroeléctrico de 790 milhões de euros.

 

Na banca, o BCP, que ontem revelou que cancelou obrigações garantidas pelo Estado num montante total de 2.250 milhões de euros, recuou 3,44% para 10,10 cêntimos.

 

BPI também recuou 4,29% para 1,56 euros. Já o Banif recua 1,27% para 0,78 cêntimos, depois de também ontem ter revelado que cancelou o valor remanescente dos empréstimos obrigacionistas garantidos pelo Estado, no montante de 595 milhões de euros.

 

Galp Energia também desceu 4,39% para 12,09 euros, com a petrolífera nacional a acompanhar a evolução das congéneres europeias numa altura em que o petróleo está em forte queda, negociando em mínimos de 2013.

 

Ainda no sector da energia, a EDP recuou 4,16% para 3,294 euros, a EDP Renováveis cedeu 3,51% para 5,327 euros e a REN deprecia 1,68% para 2,64 euros.

 

(Notícia actualizada às 16h58 com mais informação)

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