Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsa nacional cai pressionada pela PT e pelo BCP

A bolsa nacional recuava, a acompanhar a maioria das praças europeias, pressionada pela Portugal Telecom (PT) e pelo Banco Comercial Português (BCP). O PSI-20 caía 0,2%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Setembro de 2004 às 10:37
  • Partilhar artigo
  • ...

A bolsa nacional recuava, a acompanhar a maioria das praças europeias, pressionada pela Portugal Telecom (PT) e pelo Banco Comercial Português (BCP). O PSI-20 caía 0,2%.

O PSI-20 [psi-20] perdia 0,2% a cotar nos 7.311,65 pontos, com dez títulos a descerem, cinco a subirem e cinco inalteradas.

Na Europa as bolsas recuavam pressionadas pela revisão em baixa das previsões dos lucros anuais da Unilever, depois das vendas de gelados e de bebidas frescas caírem na Europa e a procura de produtos de beleza e de limpeza descerem. Os títulos da empresa recuavam mais de 6%.

A Yukos, a maior petrolífera russa, vai deixar de fornecer a China no próximo mês depois do governo ter congelado as suas contas bancárias impedindo a companhia de pagar os serviços do transporte ferroviário. Os clientes europeus que recebam o petróleo via caminhos-de-ferro também podem ver cortado o fornecimento, avançou o mesmo responsável à Bloomberg.

O crude [cl1], que negociava em Nova Iorque acima dos 46 dólares, depois de 17 dias abaixo deste valor, avançava 1,67% para os 46,35 dólares, e o «brent» [co1], transaccionado em Londres, valorizava 0,87% para 42,82 dólares.

Os títulos que mais pressionavam o índice nacional eram os da Portugal Telecom (PT) [pt] com uma queda de 0,69% para os 8,68 euros. Depois da Morgan Stanley ter baixado a recomendação da operadora de «equalweight» para «underweight». Além do estreitamento da margem no Brasil, o banco diz que o novo «buy back» representará mais 0,2% a 0,5% de valor para a empresa, contra os 2% a 3% do actual programa de recompra que termina no final de 2004.

A Vivo, participada da PT para o mercado brasileiro, acredita que pode acrescentar até ao final deste ano mais um milhão de clientes no interior do Estado mais rico do Brasil – São Paulo – disse ao Jornal de Negócios Elder da Silva, director regional da companhia.

A PTMultimédia [ptm] seguia a cair 0,78%, para 17,71 euros.

A banca seguia mista depois de os bancos afirmarem estarem convictos que, antes de tomar qualquer decisão definitiva que afecte o sector, o ministro das Finanças, Bagão Félix, irá ponderar aspectos como a necessidade de garantir a competitividade fiscal face a outros países, a sustentabilidade das medidas, bem como os desafios que se colocam à banca em 2005, tais como a introdução das IAS (as normas internacionais de contabilidade).

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] perdia 0,56% para os 1,78 euros, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] seguia inalterado nos 13,50 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] contrariava a tendência de queda com uma valorização de 1,01% para os 2,99 euros.

A Sonae SGPS [son] ganhava 1,12% a cotar nos 0,90 euros, depois de ter anunciado que vai efectuar uma mais-valia superior a 86 milhões de euros com a venda de 25% da Portucel [ptcl], que, com outras operações efectuadas no ano passado, dará ao grupo de Belmiro de Azevedo um lucro muito próximo de 100 milhões de euros com a Portucel.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Espírito Santo (BES) exerceram junto da Semapa as opções de venda sobre as acções representativas de 25% do capital social da Portucel, até agora detidas pela Sonae SGPS, anunciaram hoje as instituições bancárias.

A Semapa [sema] seguia inalterada nos 3,91 euros assim como os títulos da Portucel [ptcl] que se mantinham nos 1,55 euros.

A Electricidade de Portugal (EDP) [edp] descia 0,42% para os 2,35 euros, com o anúncio de que a Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE) já colocou em consulta pública a proposta de alteração regulamentar para permitir a abertura do mercado de electricidade aos consumidores domésticos (Baixa Tensão Normal).

Os regulamentos, que vão enquadrar a possibilidade de escolha do fornecedor de electricidade, vão estar em discussão pública até 15 de Outubro, pelo que a versão final não deverá estar concluída antes de Novembro.

A EDP nomeou um novo auditor externo para o triénio 2004-2006. O contrato foi celebrado com a KPMG Portugal, com início em Outubro deste ano, e vai substituir o realizado com o PricewaterhouseCoopers.

A Pararede [para] valorizava 2,56% para 0,40 euros com o presidente da tecnológica, Paulo Ramos, a avançar que a empresa tem entre mãos cerca de uma dezena de «dossiers» para avaliar, com o objectivo de uma possível aquisição. Neste momento, três processos estão mais avançados. «Estamos a avaliar um conjunto de processos que possam acrescentar valor à empresa» explicou Paulo Ramos, em declarações ao Jornal de Negócios.

Ver comentários
Outras Notícias