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Bolsa nacional em alta pela quarta sessão apoiada pela Jerónimo Martins e energia

A praça lisboeta somou a quarta sessão seguida a negociar em terreno positivo, num dia em que foram os ganhos da Jerónimo Martins, que apreciou acima de 4,5%, e do sector energético que mais impulsionaram.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 16:46
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O PSI-20 encerrou a sessão desta terça-feira, 26 de Janeiro, a somar 1,56% para 4.923,10 pontos, com 12 cotadas a negociar em alta, três em queda e as restantes duas inalteradas. O principal índice nacional seguiu a tendência de ganhos que tomou conta da generalidade das principais praças europeias, que beneficiaram da valorização registada pelas matérias-primas, designadamente do petróleo.

 

Por cá, a Jerónimo Martins foi a cotada que mais apoiou a praça lisboeta numa sessão em que foi estrela, terminando o dia a avançar 4,70% para 12,25 euros, naquela que foi a maior subida diária da retalhista desde que a 30 de Setembro do ano passado subiu mais de 7%. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos está a ser favorecida pelo anúncio ontem feito pelo Governo polaco do novo imposto que vai recair sobre as maiores retalhistas que operam no país.

 

O Executivo vai impor uma taxa de 0,7% sobre as vendas entre 1,5 milhões de zlotys (335,6 mil de euros) e 300 milhões de zlotys (67,1 milhões de euros) por mês, e de 1,3% sobre as que ultrapassem os 300 milhões de zlotys. Será ainda adoptada uma taxa de 1,9% para as vendas feitas aos sábados, domingos e feriados.

No entanto, como salienta o Haitong, este novo imposto "podia ter sido muito pior", isto tendo em conta que nos últimos meses chegou a falar-se na possibilidade de uma taxa de 2% sobre todas as vendas das principais retalhistas com presença no país. Pelo seu lado, o CaixaBI nota que os maiores operadores no mercado polaco "terão a capacidade de passar uma parte muito significativa desse eventual aumento de custos para o consumidor final, minimizando assim o seu impacto na conta de resultados". Ainda assim, uma das garantias deixadas pelo Governo de Varsóvia foi a de que tudo faria para impedir uma transferência dos custos destas novas taxas das retalhistas para os consumidores. 

Ainda no sector do retalho, a Sonae acabou o dia a ceder 0,20% para 1,003 euros.

 

Esta terça-feira foi um dia positivo também para o sector energético nacional. A EDP Renováveis valorizou 2,52% para 7,044 euros, acompanhada pela EDP que cresceu 1,12% para 3,159 euros, já depois de na passada segunda-feira ter chegado a acordo com a Repsol para a compra de activos de distribuição de gás em Espanha por 116 milhões de euros.

 

Também a Galp Energia apreciou 2,20% para 10,12 euros, seguindo a tendência de valorização hoje sentida pelo petróleo nos mercados internacionais, numa altura em que o Brent, negociado em Londres e que é utilizado como valor de referência para as importações nacionais, está a subir 3,77% para 31,65 dólares por barril. Ontem a cotada liderada por Carlos Gomes da Silva anunciou que no último trimestre de 2015 aumentou a produção de petróleo.

 

No sector financeiro houve um sentimento dividido. O BPI ganhou 2,22% para 1,011 euros, isto na véspera da apresentação de resultados marcada para quarta-feira. Também o BCP somou 0,27% para 0,0373 euros.

 

Nota ainda para a Pharol que cresceu 1,73% para 0,235 euros, no dia seguinte a ter entrado com um processo em tribunal contra Zeinal Bava, acusando-o de "violar de forma grosseira" os seus deveres. Ainda no sector das telecomunicações, a Nos recuou 0,60% para 6,59 euros.


(Notícia actualizada às 16:51)

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