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Bolsa nacional em queda ligeira pressionada pela Galp

O principal índice da praça nacional arrancou a negociação da última sessão da semana em queda ligeira, pressionado pela Galp Energia. Para já, entre as restantes congéneres europeias o sentimento é igualmente de perdas.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 08:07
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A praça nacional começou a última sessão da semana em queda ligeira. O PSI-20 abriu a ceder 0,27% para 4.943,62 pontos. As restantes praças do Velho Continente estão igualmente do lado das perdas.

 

Na Ásia, o vermelho dominou, numa sessão marcada pela decisão desta quinta-feira, 15 de Janeiro, do Banco da Suíça. A autoridade monetária da Suíça decidiu deixar de ter como objectivo uma taxa de câmbio mínima de 1,20 francos suíços por euro. O banco central da Suíça decidiu em 2011 adoptar medidas para impedir uma forte valorização do franco face ao euro, temendo que esta variação cambial representasse uma forte penalização para as exportadoras do país. Agora, perante a tendência negativa do euro e a expectativa de mais quedas devido ao programa de compra de dívida pública que o BCE deverá anunciar na próxima semana, o banco central suíço desistiu desta ligação do franco ao euro.

 

Por cá, a pressionar o desempenho do índice nacional estão os títulos da Galp Energia. A petrolífera desce 1,41% para 8,311 euros, depois de, esta quinta-feira, ter encerrado a valorizar mais de 6%. Além disso, esta evolução da Galp Energia tem lugar numa altura em que os preços do petróleo estão a subir ligeiramente nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate soma 0,74% para 46,59 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, aprecia 0,46% para 48,49 dólares por barril.

 

O grupo EDP está também em terreno negativo e pressiona a praça de Lisboa. A EDP Renováveis desce 0,91% para 5,526 euros e a EDP cede 0,47% para 3,36 euros. A REN soma 0,29% para 2,40 euros.

 

A Impresa desce 1,16% para 85 cêntimos.

 

Do lado dos ganhos, está o BCP, que avança 0,29% para 6,8 cêntimos, isto apesar, da decisão da autoridade monetária suíça impactar negativamente nos bancos polacos, mercado onde o banco liderado por Nuno Amado detém 66% do Bank Millennium. O BPI abriu inalterado nos 88,5 cêntimos.

 

A PT SGPS soma 0,58% para 69,1 cêntimos. Esta quinta-feira, 15 de Janeiro, à noite, a PT SGPS, num comunicado aguardado pelo mercado, na expectativa de mais informações por parte da PT sobre o negócio com a Oi, a empresa garante que caso os accionistas da PT SGPS decidam aprovar a venda da PT Portugal a empresa brasileira não pode ser responsabilizada por isso. Volta a assumir, no entanto, que esta venda é uma alteração dos propósitos anunciados no acordo com a Oi. Uma alteração, acrescenta agora a administração da empresa, "relevante". No entanto, aponta ainda que "caso a venda seja aprovada a mesma não poderá originar qualquer responsabilização da Oi, a título judicial e extrajudicial, por tal facto específico".

 

Por outro lado, na documentação que a PT SGPS fez chegar esta quinta-feira à CMVM, a empresa refere que a gestão da PT Portugal "está limitada à gestão corrente o que, obviamente, se traduz numa perda de capacidade de actuação num mercado altamente concorrencial como é o das telecomunicações". Com esta limitação, a Oi poderá diminuir o seu encaixe "na venda contratada, atendendo ao critério de fixação do preço final da venda".


A Nos abriu inalterada nos 5,46 euros.

 

(Notícia actualizada às 8h19)

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