Bolsa Bolsa nacional em queda pela quinta sessão penalizada pela banca

Bolsa nacional em queda pela quinta sessão penalizada pela banca

Depois de negociar em alta no início da sessão, a bolsa lisboeta encerrou no vermelho, naquela que foi a quinta sessão seguida a desvalorizar. O sector da banca foi o que mais pressionou, penalizado pelo pedido de ajuda externa feito por Angola ao FMI.
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David Santiago 06 de abril de 2016 às 16:43

O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta quarta-feira, 6 de Abril, a perder 0,53% para 4.848,41 pontos, com nove cotadas em queda, oito em alta e uma inalterada. Após ter negociado em alta durante a manhã, a praça lisboeta inverteu a tendência acabando assim por somar a quinta sessão consecutiva a negociar em terreno negativo.

 

O principal índice nacional, que tocou em mínimos de 2 de Março, contrariou o sentimento predominante nas principais praças europeias, num dia em que o índice de referência europeu, o Stoxx 600, voltou aos ganhos depois de ontem ter transaccionado em mínimos de 29 de Fevereiro.

 

No plano nacional a banca esteve em destaque pela negativa. Inicialmente a performance bolsista negativa do sistema financeiro registou-se quando os juros da dívida pública portuguesa estavam a subir em todas as maturidades, com as obrigações com prazo a dez anos a tocarem no valor mais alto desde 26 de Fevereiro.

 

Mas a tendência de perdas agravou-se assim que foi tornado público o pedido de ajuda externa feito pelo Estado angolano ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Recebemos um pedido formal das autoridades angolanas para iniciar negociações sobre um programa económico que possa ser suportado por assistência financeira do FMI", refere um comunicado da instituição presidida por Christine Lagarde.

 

Ora, a ligação da banca portuguesa a Angola acabou por ter repercussões em bolsa imediatas. O BCP tem no grupo angolano Sonangol um dos seus accionistas de referência e o BPI tem apenas mais quatro dias para ver terminado o prazo dado pela Comissão Europeia para solucionar o problema relacionado com a exposição excessiva ao mercado angolano.

 

O BCP fechou a sessão perder 4,08% para 0,0329 euros, tal como o BPI que cedeu 5,83% para 1,164 euros.

Mas a situação financeira angolana também parece ter prejudicado a Mota-Engil que desvalorizou 2,83% para 1,75 euros, numa altura em que apesar de a construtora ter vindo a perder negócios em África mantém, porém, importantes obras em execução em Angola.

Já a Mota Engil, que tem vindo a perder negócio em África mas mantém obras importantes em curso no mercado angolano, recuava 3,33% para os 1,741 euros. A Galp, que tem actividade de produção naquele país, recuava 1,04% para os 10,46 euros.

 

Nota negativa também para a EDP que recuou 1,37% para 2,942 euros, no dia em que foi se soube que a empresa liderada por António Mexia continua a liderar o mercado liberalizado de electricidade em Portugal, tanto no que diz respeito ao número de clientes como em consumo actualizado. 

Ainda na energia, a EDP Renováveis deslizou ligeiros 0,02% para 6,435 euros. Já a Galp Energia somou 0,47% para 10,62 euros seguindo assim a tendência de subida do preço do petróleo, numa altura em que o Brent, negociado em Londres, está a crescer 3,70% para 39,27 dólares por barril. Isto no dia em que o Correio da Manhã noticiou que a petrolífera pagou seis milhões de euros aos seus administradores no ano passado. 

A sessão foi também de perdas para a Corticeira Amorim que desceu 0,84% para 6,702 euros no dia em que o CaixaBI elevou o preço-alvo da cotada de 4,65 para 6,00 euros.

Por fim, nota positiva para a Jerónimo Martins que apreciou 1,73% para 14,72 euros numa sessão em que a retalhista negociou em máximos de Dezembro de 2013 ao tocar nos 14,95 euros por acção. Ainda no retalho, a Sonae caiu 1,59% para 0,99 euros.


(Notícia actualizada às 16:53)




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