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Bolsa nacional fecha em queda com banca a pressionar (act)

A bolsa nacional fechou em queda, acompanhando com menor amplitude a tendência das congéneres europeias, pressionada pela banca, que foi alvo de um «research» depreciativo por parte do CSFB. O PSI-20 desceu 0,12%, com a EDP e novo máximo da brisa a impedi

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 22 de Setembro de 2004 às 17:00
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A bolsa nacional fechou em queda, acompanhando com menor amplitude a tendência das congéneres europeias, pressionada pela banca, que foi alvo de um «research» depreciativo por parte do CSFB. O PSI-20 desceu 0,12%, com a EDP e novo máximo da brisa a impedirem maiores quedas.

O PSI-20 [psi20] terminou a sessão nos 7.332,09 pontos, com cinco títulos a subir, dez em queda e os restantes cinco inalterados. No índice foram movimentados 86,3 milhões de euros, mais 9,7% que na véspera.

Após uma manhã sem tendência definida, as bolsas europeias terminaram a sessão em queda - o CAC de Paris e o Dax de Frankfurt desceram mais de 1% -, perante a abertura negativa de Wall Street.

Na bolsa nacional foi o sector bancário que mais pressionou o PSI-20, com o Banco Comercial Português [bcp] a descer 1,12% para os 1,76 euros e o Banco BPI a depreciar 0,99% até aos 3 euros. O BES [besnn] terminou inalterado nos 13,55 euros.

Os analistas do Credit Suisse First Boston cortaram o preço-alvo das acções do BES e do BPI [bpin], mantendo o do BCP inalterado. A casa de investimento afirma que ainda assim, os títulos do BCP são caros face ao dos parceiros europeus.

Ainda a pressionar a bolsa nacional esteve o Grupo PT, com a Portugal Telecom [ptc] a desvalorizar 0,11% para os 8,73 euros e a PT Multimédia [ptm] a baixar 0,5% até aos 17,75 euros.

António Mexia, ministro das Obras Públicas, remeteu hoje para o regulador sectorial, a Anacom, qualquer decisão sobre a separação da rede de cobre e cabo do grupo liderado por Horta e Costa.

A ParaRede [para] sofreu a maior queda da sessão, com um deslize de 2,56% para os 0,38 euros, tendo sido o título mais líquido da sessão, com mais de 111 milhões de acções a trocarem de carteiras. A empresa de Paulo Ramos, que anunciou ontem lucros de 1,32 milhões de euros no semestre, foi alvo de mais valias – devido à subida de 30% no último mês – e ainda assim aliviou de uma queda máxima superior a 7%.

A evitar maiores quedas nos índices estiveram os títulos da Electricidade de Portugal e da Brisa, tendo a concessionária de auto-estradas fixado mesmo um máximo histórico nos 6,58 euros.

A EDP [edp] valorizou 0,85% para os 2,37 euros, depois da Comissão Europeia ter aprovado as compensações aos produtores de energia portugueses pelo fim dos Contratos de Aquisição de Energia.

Já a Brisa continua a beneficiar das recomendações positivas de analistas e valorizou 1,25% para os 6,48 euros, na terceira sessão consecutiva de ganhos. Hoje o Dresder Bank recomendou a troca de acções da Abertis pelas da Brisa [brisa], depois da Autostrade ter alienado 5% do capital da empresa espanhola.


Ainda a pressionar os índices a Teixeira Duarte [TXDE] caiu 1,71% e a Jerónimo Martins [JMAR] baixou 1,24% até aos 8,77 euros.

Fora do PSI-20 a Ibersol [IBRS] caiu 1,14%, apesar de os analistas do BPI terem classificado de «ligeiramente positivos» os resultados apresentados pela companhia, enquanto a Compta [COMP] deslizou 3,92% para os 1,47 euros. A empresa foi a responsável pelo sistema informático para a colocação dos professores, que segundo o Ministério da Economia não funcionou.

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