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Bolsa nacional negoceia em máximo de 2000 com sete cotadas em recorde

A bolsa nacional atingiu hoje o valor mais elevado desde Julho de 2000, impulsionada pelo ganho superior a 2% do BES O PSI-20 subiu 0,33%, num dia marcado por sete empresas em valores recorde.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Abril de 2007 às 17:07
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A bolsa nacional atingiu hoje o valor mais elevado desde Julho de 2000, impulsionada pelo ganho superior a 2% do BES. O PSI-20 subiu 0,33%, num dia marcado por sete empresas em valores recorde.

O principal índice nacional [psi20] subiu para os 12.246,86 pontos, com nove acções a ganhar, sete a descer e quatro inalteradas. A sessão de hoje foi também marcada pela elevada liquidez, tendo sido negociado mais de 480 milhões de euros.

O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] destacou-se ao avançar 2,44% para os 14,70 euros, no dia em que o banco liderado por Ricardo Salgado apresentou os resultados referentes ao primeiro trimestre. O BES divulgou um lucro de 139,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 33% que no período homólogo, superando as estimativas dos analistas consultados pela agência Reuters, que apontavam para um resultado de 124,3 milhões de euros.

O presidente do banco, em conferência de imprensa, revelou ainda que acredita que é possível ultrapassar o objectivo fixado para 2009 de atingir uma quota de mercado média de 20%.

Ainda na banca, destaque para o Banco Comercial Português (BCP) [bcp], que tocou nos 3,11 euros, o nível mais elevado desde Julho de 2001. As acções do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto encerraram a subir 0,33% para os 3,03 euros. As acções estão a beneficiar dos desenvolvimentos da oferta pública (OPA) lançada sobre o BPI, com o mercado a acreditar que a operação não vai ter sucesso.

Ainda hoje a direcção do Banco Itaú, que detém 17,5% do capital do BPI, anunciou que vai manter a rejeição à oferta do BCP mesmo depois do banco ter aumentado a contrapartida de 5,70 euros para 7 euros por acção. O Jornal de Negócios apurou ainda que o La Caixa, que tem 25% do BPI, já contactou os demais accionistas do núcleo duro do BPI e a própria administração do banco informando estar alinhado com a posição de não vender as suas acções na OPA lançada pelo BCP.

Estas posições deitam por terra o sucesso da OPA, já que o BCP precisa de 82,5% do capital do BPI para ter sucesso na operação.

Para além destas posições, o conselho de administração do Banco BPI vai reunir-se hoje para se pronunciar sobre a oportunidade e as novas condições da OPA do BCP. O banco convocou uma conferência de imprensa que vai decorrer por volta das 18h. As acções do BPI [bpin] caíram 2,31% para os 6,35 euros.

PT negoceia nos 10,50 euros

As acções da Portugal Telecom (PT) [ptc] tocaram hoje no nível mais elevado desde Maio de 2001 e negociaram nos 10,50 euros, o valor da contrapartida da OPA lançada pela Sonaecom. O programa de "share buy back" que a PT tem em curso tem servido de suporte à cotação. A empresa comprometeu-se a comprar acções até um preço máximo de 11,50 euros.

Altri dispara para novo máximo histórico

As acções da Altri [altr] atingiram hoje o valor mais elevado de sempre, ao tocarem nos 6,43 euros. Os títulos da empresa encerraram a ganhar 7,38% para os 6,40 euros, reagindo à revisão em alta do preço-alvo por parte do Millennium bcp investimento. O novo "target" representa uma revisão de 57% para 6,85 euros.

Os títulos da Soares da Costa [sco] também tocaram no valor mais elevado desde Maio de 1995, ao negociarem nos 1,52 euros, depois de terem subido mais de 16%. A construtora manteve assim a tendência da negociação de ontem, quando avançou mais de 18%, animada pela entrada de investidores estrangeiros no seu capital. As acções atenuaram os ganhos ao longo da sessão e encerraram a subir 3,82% para os 1,36 euros.

A Jerónimo Martins [jmar] tocou no nível mais alto de Janeiro de 2000 ao tocar nos 21,10 euros, a Reditus [red] avançou para o valor mais elevado de Abril de 2005 (4,04 euros) e o Finibanco [fnb] renovou o recorde histórico (4,40 euros).

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