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Bolsa nacional perde mais de 2% em dia turbulento nos mercados internacionais

A praça lisboeta acumulou a sexta sessão seguida a negociar em queda, num dia marcado pela tendência de perdas generalizadas nas principais praças mundiais. A Galp e o BCP foram as cotadas que mais penalizaram.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 16:45
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O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta terça-feira, 9 de Fevereiro, a recuar 2,39% para 4.657,14 pontos, com as 17 cotadas que integram a praça lisboeta a negociarem em queda, naquela que foi já a sexta sessão consecutiva em que o principal índice nacional transaccionou no vermelho.

A bolsa nacional aproximou-se mesmo do mínimo registado a 20 de Janeiro último, nível que se tivesse sido quebrado ditaria que o PSI-20 negociasse no valor mais baixo desde 2012, isto numa altura em que em apenas dois dias os juros da dívida pública portuguesa já escalaram mais de 50 pontos.

 

Numa sessão marcada pela forte volatilidade, a generalidade das praças mundiais voltou a negociar - e ainda segue a negociar, como é o caso de Wall Street que ontem esteve em mínimos de 22 meses - em forte queda. Na Europa, o índice de referência europeu, Stoxx 600, que agrupa as 600 maiores cotadas do Velho Continente, transaccionou em mínimos de Outubro de 2014, isto depois de as bolsas do Japão terem desvalorizado acima de 5%.

 

Em toda a Europa, o sector financeiro voltou a destacar-se pela negativa, acumulando assim quedas expressivas nas últimas sessões. O sentimento dos investidores em relação à banca europeia degradou-se já depois de o Deutsche Bank ter sido forçado a emitir um comunicado para reassegurar a confiança dos investidores na sua capacidade de cumprir as suas obrigações, numa altura em que as acções do banco germânico desvalorizam perto de 40% desde o início de 2016.

 

Num dia em que várias cotadas registaram mínimos, a Galp Energia foi a cotada que mais pressionou a praça lisboeta. A petrolífera deslizou 3,23% para 10,50 euros, acompanhando a descida do preço do petróleo nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a cair 2,28% para 32,13 dólares por barril, já depois de esta terça-feira a Agência Internacional de Energia (AIE) ter estimado que o excesso de oferta de petróleo atinja os 1,75 milhões de barris por dia.

 

Esta terça-feira, os analistas do BPI elevaram o preço-alvo da Galp Energia de 11,40 euros para 11,80 euros, tendo cortado a recomendação de "neutral" para "reduzir", reflectindo a possibilidade de congelamento dos dividendos que a unidade de investimento do banco liderado por Fernando Ulrich não coloca de parte. 

Ainda na energia, a EDP deslizou 2,94% para 2,908 euros, num sessão em que a empresa liderada por António Mexia transaccionou em mínimos de Fevereiro de 2014 ao tocar nos 2,893 euros. Já a EDP Renováveis caiu 0,32% para 6,579 euros.

 

Também a acompanhar a tendência negativa esteve a banca, com o BCP a desvalorizar 6,97% para 0,0347 euros e o BPI a recuar 2,87% para 0,98 euros, com os dois bancos privados portugueses a prosseguirem uma tendência de perdas que se prolonga há já várias semanas.

 

Nota negativa também para a Nos, que recuou 1,85% para 5,824 euros, seguida também pela Pharol que cedeu 2,74% para 0,213 euros.

 

Outra das cotadas a merecer nota negativa são os CTT que desceram 1,53% para 7,321 euros num dia em que os correios nacionais transaccionaram em mínimos de Novembro de 2014 após negociarem nos 7,242 euros.

 

Também as empresas que operam ligadas ao sector do papel tiveram um dia para esquecer. A Portucel desvalorizou 4,04% para 2,687 euros após ter negociado nos 2,665 euros, o que representa o valor mais baixo desde Outubro de 2014, enquanto a Semapa cedeu 2,04% para 10,09 euros, num dia em que ao tocar nos 9,785 euros estabeleceu um mínimo de Janeiro de 2015. Já a Altri seguiu o sentimento predominante ao perder 3,45% para 3,13 euros.  


(Notícia actualizada às 16:55)

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