Bolsa Bolsa nacional sobe mais de 1,5% impulsionada pelo BCP e grupo EDP

Bolsa nacional sobe mais de 1,5% impulsionada pelo BCP e grupo EDP

A bolsa lisboeta fechou em alta pelo segundo dia seguido, apoiada nos ganhos registados pelo BCP, que avançou acima de 11%, e pelas cotadas do grupo EDP. A Jerónimo Martins chegou a negociar em máximos de Dezembro de 2013.
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David Santiago 20 de abril de 2016 às 16:46

O PSI-20 encerrou a sessão desta quarta-feira, 20 de Abril, a somar 1,68% para 5.071,78 pontos, com 13 cotadas a negociar em alta e as restantes cinco em queda, naquele que foi o segundo dia seguido do principal índice nacional em terreno positivo.

 

Os ganhos da bolsa lisboeta tiveram lugar num dia em que as principais praças europeias negociaram tendencialmente em alta com os investidores europeus na expectativa da reunião do Banco Central Europeu que se realiza nesta quinta-feira.

 

No plano nacional o BCP foi a cotada que mais contribuiu para a performance positiva da praça lisboeta, com o banco liderado por Nuno Amado a apreciar 11,18% para 0,0378 euros, interrompendo assim um ciclo de três sessões em que acumulou perdas de 11%.

 

Ainda na banca e após uma semana e um dia sem negociar, o BPI fechou pela segunda sessão em queda. Depois de na terça-feira ter caído 7,67%, o banco liderado por Fernando Ulrich fechou a sessão de hoje a ceder 0,45% para 1,095 euros, um valor que continua abaixo do preço da OPA (1,113 euros) lançada pelos espanhóis do CaixaBank.

 

Esta terça-feira a empresária angolana Isabel dos Santos mostrou vontade de regressar à mesa de negociações para resolver o problema relacionado com o excesso de exposição do BPI a Angola. E já esta quarta-feira o Haitong disse considerar que a OPA do CaixaBank vai prosseguir e que se os espanhóis forem bem-sucedidos então avançarão para novas conversações com Isabel dos Santos.

 

Ainda em alta estiveram os CTT que somaram 1,59% para 8,056 euros.

 

Destaque pela positiva também para o grupo EDP, com a EDP a ganhar 2,03% para 3,063 euros, depois de os accionistas da eléctrica terem autorizado a subida salarial do presidente executivo, António Mexia, e a EDP Renováveis a avançar 1,32% para 6,75 euros, depois de ontem a empresa liderada por Manso Neto ter comunicado ao regulador que encaixou 550 milhões de euros com a venda de activos eólicos.

 

Pela negativa o destaque vai para a Mota-Engil que desvalorizou 4,27% para 1,906 euros, no dia em que o conselho de administração da construtora revelou que vai propor a distribuição de um dividendo de 5 cêntimos por acção relativamente ao exercício financeiro de 2015.

 

Já a Jerónimo Martins recuou 0,13% para 14,92 euros, numa sessão em que a retalhista chegou a negociar em máximos de Dezembro de 2013 ao tocar nos 15,055 euros por acção. Ainda no sector do retalho, a Sonae caiu 0,30% para 0,997 euros.

 

Por fim, a Nos acabou o dia a valorizar 0,23% para 6,13 euros, já depois de esta quarta-feira o CaixaBI ter estimado que a operadora de telecomunicações tenha obtido lucros de 20,3 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016, o que apesar de representar uma quebra de 12,5% face ao período homólogo, consiste num aumento de 120,7% face aos lucros alcançados nos últimos três meses do ano passado.




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