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Bolsa soma perto de 0,5% impulsionada pelo BPI e BCP

O principal índice nacional terminou o dia a negociar em alta apoiado nas valorizações registadas pela banca nacional e pela Galp Energia e Pharol, seguindo assim a tendência que pintou de verde as restantes praças europeias.

Bruno Simão/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 16:48
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O PSI-20 terminou a sessão desta terça-feira, 15 de Setembro, a apreciar 0,40% para 5.012,41 pontos, com 11 cotadas a negociar em alta e as restantes sete em queda. O principal índice nacional acompanhou a tendência registada pelas restantes praças europeias numa altura em que persistem dúvidas sobre se a Reserva Federal vai ou não decretar uma subida da taxa de juro directora. O Stoxx 600, à hora de encerramento da bolsa nacional, estava a somar 0,86% para 356,68 pontos.

 

A impulsionar a praça lisboeta esteve a Galp Energia que avançou 1,32% para 8,877 euros, beneficiando da subida do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais. O Brent, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, está a subir 0,06% para 46,40 dólares por barril, tal como o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, que sobe 1,39% para 44,61 dólares por barril.

Também a Pharol esteve em destaque ao valorizar 12,75% para 0,283 euros numa sessão em que chegou mesmo a disparar 13,55%. A contribuir para o comportamento dos títulos da antiga PT SGPS esteve a forte subida registada na sessão de ontem pela brasileira Oi, dia em que somou mais de 9%.

 

Ainda no sector das telecomunicações, a Nos ganhou 0,29% para 7,21 euros.

 

Também a banca nacional se destacou pela positiva, recuperando parte das perdas sofridas nas últimas sessões. O BPI ganhou 4,80% para 0,851 euros, o BCP apreciou 1,02% para 0,0493 euros e o Banif cresceu 2,56% para 0,004 euros. 

A banca nacional recuperou assim parte das perdas registadas na sessão de ontem em que foi pressionada pelo clima de incerteza em torno da venda do Novo Banco, num momento em que se fala já da possibilidade de cancelamento do processo de venda em curso do banco que ficou com os activos bons do antigo BES. Uma expectativa que o Banco de Portugal acabou por confirmar após o fecho da sessão.

 

Apesar de fechar em alta, o BCP transaccionou novamente em mínimos de Julho de 2013, numa sessão marcada pela volatilidade dos títulos do banco liderado por Nuno Amado que alternaram entre perdas de 3,51% e ganhos de 1,41%.

Ainda a contribuir para a desconfiança dos investidores em relação ao BCP está a situação política na Polónia onde o banco português detém uma participação de 50,1% no Bank Millennium. Isto depois de ontem ter sido noticiado que o maior partido da oposição, Lei e Justiça, que segue destacado nas sondagens relativas às legislativas de 25 de Outubro, estará a preparar uma nova legislação que ditará perdas mais significativas para os bancos do sistema polaco do que a medida reprovada no Senado da Polónia. 

Ainda em terreno positivo, a Sonae avançou 0,96% para 1,056 euros enquanto a Jerónimo Martins cresceu 0,20% para 12,29 euros.

 

A travar uma subida mais pronunciada da bolsa esteve o grupo EDP. A empresa liderada por António Mexia deslizou 1,12% para 2,99 euros e a EDP Renováveis cedeu 0,73% para 5,84 euros.

 

(Notícia actualizada às 16h52)

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