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Bolsa nacional volta ao vermelho empurrada pela Galp

A bolsa lisboeta voltou às perdas esta quinta-feira, pressionada pelas quedas registadas pela Galp Energia, pela Nos e pela EDP. A petrolífera perdeu mesmo quase 2,5% na sessão.

Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 19 de Maio de 2016 às 16:42
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O PSI-20 fechou a sessão desta quinta-feira, 19 de Maio, a ceder 0,60% para 4.824,93 pontos, com 11 cotadas a negociar em queda, cinco em alta e duas inalteradas, acompanhando a tendência de perdas que se fez sentir um pouco por todas as principais praças bolsistas europeias.

 

Os investidores europeus demonstraram apreensão ao longo do dia face à disponibilidade ontem revelada pela Reserva Federal dos Estados Unidos de voltar a aumentar os juros já no próximo mês de Junho. Pelo contrário, ainda recentemente o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalterados em mínimos históricos os juros das economia do euro.

 

No plano nacional, foi o sector energético que mais contribuiu para o regresso da praça lisboeta às perdas na sessão desta quinta-feira. Em especial a Galp Energia, que recuou 2,46% para 11,70 euros, num dia em que também o preço do petróleo está a negociar em queda.

 

Depois das valorizações potenciadas pelo relatório em que o Goldman Sachs considerou que em Março o mercado petrolífero passou de uma situação excedentária para escassez, o petróleo segue hoje pressionado pelo inesperado aumento das reservas norte-americanas.

 

Segundo a informação divulgada esta quinta-feira pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, as reservas petrolíferas norte-americanas aumentaram em 1,3 milhões de barris na semana passada, isto depois da queda que tinha sido verificada na semana anterior. Nesta altura em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a cair 2,17% para 47,87 dólares por barril.

 

Também a pressionar em Lisboa esteve a EDP, que deslizou 0,95% para 2,93 euros. Já a EDP Renováveis caminhou em sentido inverso ao somar 0,48% para 6,659 euros.

Nota negativa para a Nos, que cedeu 1,22% para 6,219 euros, isto depois de ontem ter anunciado que chegou a acordo com a Vodafone para a partilha de transmissão de conteúdos desportivos, bem como de custos associados a estes conteúdos. Em declarações ao Negócios, uma fonte oficial do regulador do sector disse que irá agora analisar "os concretos termos do referido acordo".

Já a Pharol acabou o dia a desvalorizar 5,34% para 0,124 euros, valor que representa um novo mínimo histórico para uma cotada que tem vindo a renovar mínimos ao longo dos últimos meses. 

No sector financeiro, o BPI encerrou inalterado nos 1,137 euros numa sessão em que o banco liderado por Fernando Ulrich chegou a registar fortes ganhos. Ainda assim esta é uma cotação superior à oferecida pelos espanhóis do CaixaBank (1,113 euros) na OPA lançada sobre o banco português, embora esteja abaixo do valor considerado justo pela administração liderada por Fernando Ulrich (1,54 euros).

A contrariar o sentimento predominante na bolsa lisboeta e a evitar uma descida mais pronunciada do PSI-20 esteve o BCP que ganhou 2,18% para 0,0328 euros. 

Por fim, nota para a Navigator que perdeu 1,69% para 2,67 euros no mesmo dia em que o Haitong reduziu o preço-alvo da cotada de 4,20 euros para 4,00 euros e em que manteve a recomendação sobre os títulos da empresa em "comprar".

(Notícia actualizada às 16:50)

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