Bolsa Bolsa nacional volta às perdas penalizada pelo grupo EDP e Jerónimo Martins

Bolsa nacional volta às perdas penalizada pelo grupo EDP e Jerónimo Martins

Depois de sete sessões a valorizar, a praça lisboeta regressou ao vermelho, acompanhando a tendência das principais praças europeias, perante a preocupação face à economia chinesa. EDP e Jerónimo Martins pressionaram.
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David Santiago 07 de março de 2016 às 16:41

O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta segunda-feira, 7 de Março, a ceder 0,45% para 4.928,97 pontos, com 10 cotadas em queda, cinco em alta e duas inalteradas. O principal índice nacional interrompeu assim uma séria de sete sessões consecutivas a acumular valorizações, tendo acompanhado a tendência registada pelas principais praças europeias num dia em que regressou a preocupação dos investidores em relação ao abrandamento da economia chinesa. 

Isto depois de no passado fim-de-semana, o Congresso do Partido Comunista chinês ter baixado a meta de crescimento para este ano para o intervalo entre 6,5% e 7%, uma decisão que surge depois de o crescimento do PIB de 6,9% registado em 2015 ter sido o menor dos últimos 25 anos.

 

No plano nacional, o grupo EDP destacou-se pela negativa, com a EDP e a EDP Renováveis a serem a empresa e a terceira cotada, respectivamente, que mais penalizaram a praça lisboeta. A EDP desvalorizou 4,24% para 2,758 euros no dia em que o Société Générale cortou a avaliação da cotada liderada por António Mexia em 19%, de 3,10 euros para 2,60 euros, e em que baixou a recomendação sobre a eléctrica de "manter" para "vender".

 

Já a EDP Renováveis caiu 0,99% para 6,472 euros.

 

Nota negativa também para a Jerónimo Martins que perdeu 1,63% para 13,84 euros na sessão. Ainda no retalho, a Sonae recuou 0,42% para 0,959 euros.

 

Já a Impresa terminou o dia a negociar inalterada nos 0,415 euros, isto numa sessão em que transaccionou em mínimos de Janeiro de 2013 ao tocar nos 0,408 euros por acção.

 

A impedir uma desvalorização mais acentuada da bolsa nacional estive a Galp Energia e o sector financeiro. A Galp somou 1% para 11,15 euros, acompanhando a tendência de forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais. Nesta altura em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a subir 3,46% para negociar ligeiramente acima dos 40 dólares por barril. 

E na banca, o BCP apreciou 1,80% para 0,0395 euros e o BPI ganhou 4,73% para 1,217 euros.

 

(Notícia actualizada às 16:50)




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