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Bolsa portuguesa regista maior queda dos últimos cinco meses

A bolsa portuguesa viveu hoje um dia negro. O principal índice caiu perto de 2% com 18 títulos a negociarem no vermelho. O PSI-20 perdeu 1,82%, a maior queda dos últimos cinco meses, e acompanhou a tendência das restantes praças europeias, numa altura em

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 16:44
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A bolsa portuguesa viveu hoje um dia negro. O principal índice caiu perto de 2% com 18 títulos a negociarem no vermelho (16 desceram mais de 1%). O PSI-20 perdeu 1,82%, a maior queda dos últimos cinco meses, e acompanhou a tendência das restantes praças europeias, numa altura em que se agrava a crise do mercado hipotecário de alto risco nos Estados Unidos.   

O principal índice da bolsa portuguesa [psi20], que não registava uma queda tão acentuada desde 27 de Fevereiro, negociou nos 13.189,72 pontos, com 18 títulos a descer e dois inalterados. Na Europa, o índice Stoxx 50 perdeu 1,18% com as principais praças a descerem mais de 1%, conseguindo ainda assim aliviarem as quedas acima de 2% que registavam no início da sessão.

Na bolsa portuguesa, o sector da banca foi o que mais penalizou o desempenho do PSI-20. O Banco Comercial Português [bcp] perdeu 2,66% para os 3,66 euros, com mais de 23 milhões de acções negociadas, e o Banco Espírito Santo [besnn] caiu 2,85% para os 16,72 euros.

Os títulos do BPI [bpin] desvalorizaram 1,03% para os 6,70 euros. Ainda no sector da banca, mas fora do índice principal, o Banif recuou 0,64% para os 6,20 euros, isto apesar do banco de investimento UBS ter revisto em alta o preço alvo do banco para os 7,80 euros, que representa uma potencial de valorização de 23% face à cotação actual.

A UBS justifica este aumento com a incorporação nas suas estimativas dos números do primeiro semestre, que levaram a casa de investimento a actualizar as previsões de resultados para este ano e o próximo. No final da manhã as acções do Banif chegaram a subir mais de 2%.

Outros dos sectores mais penalizados foi o da construção. A Mota-Engil [egl] perdeu 1,54% para os 6,40 euros e a Semapa [sema] recuou 3,175 para os 12,52 euros. A Soares da Costa perdeu 1,95% para os 5,25 euros e, fora do PSI-20, a Teixeira Duarte [txd] desvalorizou 4,72% para os 3,43 euros.

A Energias de Portugal [edp] perdeu 1,44% para os 4,11 euros e a Galp Energia [galp pl] caiu 2,46% para os 10,71 euros.

A Jerónimo Martins [jmar] e a PT Multimédia [ptm] foram as únicas empresas que não registaram quedas, tendo fechados inalteradas, respectivamente, nos 4,38 e 11,81 euros.  

 A Impresa [ipr] perdeu 4,84% para os 2,95 euros, no dia em que a UBS reviu em alta o preço-alvo da Impresa para os 2,90 euros, o que representa um potencial de queda de 2% face ao valor actual das acções. O facto da cotação não apresentar margem para ganhos fez com que a UBS revisse em baixa a recomendação para "reduzir".

 

 

 

 

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