Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsa segue sem tendência definida e com fraca liquidez

A bolsa nacional seguia sem tendência definida, impulsionada pela banca e pela Sonae SGPS e pressionada pela EDP, numa sessão pautada até agora pela fraca liquidez com 17,6 milhões de euros negociados. As praças europeias seguiam mistas pressionadas pelas

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 24 de Setembro de 2004 às 12:39
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A bolsa nacional seguia sem tendência definida, impulsionada pela banca e pela Sonae SGPS e pressionada pela EDP, numa sessão pautada até agora pela fraca liquidez com 17,6 milhões de euros negociados. As praças europeias seguiam mistas pressionadas pelas telecomunicações e pelos seguros e impulsionadas pelas petrolíferas.

O PSI-20 [PSI20] recuava 0,04 % a cotar nos 7.297,23 pontos com oito acções a subir, quatro a cair e oito inalteradas.

A Sonae SGPS [SON] era quem mais impulsionava o índice, a subir 1,14% para os 0,89 euros, depois da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) ter celebrado um protocolo de cooperação com a Sodesa – empresa de energia eléctrica da Sonae e da espanhola Endesa – garantindo preços de electricidade mais baratos do que os agora praticados pela EDP.

A Sonae Indústria [SONA], que ontem protagonizou a maior subida da sessão com uma valorização máxima de 8,4%, corrigia os ganhos de ontem perdendo 1,96 % para os quatro euros. A Sonaecom [SNC] seguia inalterada nos 3,18 euros.

Numa sessão em que, segundo Francisco Guarmon da Probolsa, é pautada pela «fraca liquidez e com muito poucos focos de interesse», o Banco BPI [BPIN] avançava 0,33% para os três euros e também impulsionava o índice. O Banco Comercial Português [BCP] e o Banco Espírito Santo [BESNN] seguiam inalterados nos 1,75 euros e 13,50 euros.

A Portugal Telecom [PTC], que ontem tinha sido um dos títulos de maior influência na queda da bolsa, recuperava com uma subida de 0,12% para os 8,70 euros, enquanto a PT Multimédia [PTM] avançava 0,06 % para os 17,56 euros. A operadora de telecomunicações nacional está a ser alvo de um período de mais valias, depois dos ganhos que se seguiram à apresentação de resultados e do plano de remuneração aos accionistas no início de Setembro.

A Média Capital impulsionava o índice com uma valorização de 1,2% para os 4,23 euros, depois da ES Research ter hoje aumentado o peso da Media Capital na carteira modelo, baixando a ponderação da PT Multimédia. O banco cita a maior exposição da empresa liderada por Miguel Paes do Amaral ao mercado publicitário, à volta do qual existe um grande optimismo de crescimento.

O grupo liderado por Paes do Amaral anunciou hoje que a NexGen Capital Limited, uma companhia sedeada em Dublin, na Irlanda, passou a deter mais de 2% da empresa que controla a TVI, depois de ter comprado 150 mil acções no dia 21 de Setembro.

A Impresa também avançava 0,70 % para os 4,31 euros. O grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão está a preparar o lançamento da versão portuguesa da publicação francesa «Courrier Internacional» e da versão angolana da revista do grupo, «Caras», além da revista masculina britânica «FHM», avançou hoje o Jornal de Negócios. A Cofina [COFI] perdia 0,63% para os 3,17 euros.

A pressionar o índice seguia a Electricidade de Portugal [EDP] a perder 0,84 % para os 2,35 euros. A eléctrica recebeu comentários positivos de analistas, pelo facto de a Comissão Europeia ter aprovado o fim dos Contratos de Aquisição de Energia. O Commerzbank subiu mesmo a recomendação da eléctrica para de «overweight», com um preço-alvo de 3 euros.

A Brisa [BRISA], depois de ter recebido recomendações positivas de analistas, seguia inalterada nos 6,44 euros, com os investidores a aproveitarem para fazer mais valias. A concessionária de auto-estradas, que vinha ontem de uma série de três sessões de ganhos, tem vindo a fixar máximos históricos consecutivos, suportados pelas recomendações positivas de vários analistas.

A Cimpor [CIMP] também pressionava o índice a perder 0,48 % para os 4,11 euros.

A Portucel [PTCL] seguia inalterada nos 1,55 euros depois do Santander Pensões ter voltado a reforçar a posição na estrutura accionista da empresa, controlando agora 4,065% do capital social, após o reforço por parte do Crédito Predial. Este anúncio surge três dias antes do final do OPA que está a ser lançada pela Semapa sobre a empresa de pasta e papel.

As acções da Semapa [SEMA] seguiam a valorizar 0,51% para os 3,95 euros.

Outras Notícias