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Bolsa vai subir mais de 10% pelo sexto ano consecutivo em 2008

O próximo ano deverá voltar a ser de ganhos na Euronext Lisbon, de acordo com as estimativas do BPI, que antecipa uma valorização de 13% do PSI-20, em 2008, incluindo os dividendos esperados. As melhores acções nacionais para investir são o BES, a Portuga

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 13 de Dezembro de 2007 às 00:05
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O próximo ano deverá voltar a ser de ganhos na Euronext Lisbon, de acordo com as estimativas do BPI, que antecipa uma valorização de 13% do PSI-20, em 2008, incluindo os dividendos esperados.

Se se confirmarem as previsões, será o sexto ano consecutivo que o índice português valoriza mais de 10%. As melhores acções nacionais para investir são o BES, a Portugal Telecom, a Brisa, a Cimpor, a Mota-Engil e a Sonae Indústria.

A casa de investimento refere que a estratégia de investimento em 2008 passa por seleccionar criteriosamente as empresas mais atractivas em detrimento de uma exposição a todo o mercado. E destaca como factores de escolha empresas que tenham elevada visibilidade de resultados, avaliações atractivas, exposição internacional com enfoque na América Latina, atractiva remuneração dos accionistas e que beneficiem de movimentos de consolidação.

"Um ano de desafios" é como o BPI descreve o que espera de 2008. As incertezas que afectam as economias, relacionadas sobretudo com a crise de liquidez que marcou a segunda metade deste ano, podem prejudicar a performance bolsista. Por isso, o BPI recomenda uma abordagem prudente e a monitorização atenta dos riscos - abrandamento económico mais severo do que o previsto, prolongamento da actual crise do mercado de crédito, confiança dos investidores e desvalorização do dólar. Esta é aliás, a principal ameaça que paira sobre Portugal uma vez que o seu elevado nível de abertura torna a economia muito vulnerável ao crescimento mundial, particularmente a abrandamentos superiores ao esperado na Espanha, Alemanha e França.

Banca e telecomunicações com mais peso na carteira

O BPI recomenda aumentar a exposição ("overweight") aos sectores da banca e das telecomunicações. A casa de investimento reconhece que a recomendação para a banca é "arriscada e controversa, dadas as incertezas que atingiram as economias mundiais e os mercados financeiros". No entanto, acredita que vai haver uma alteração gradual do sentimento do mercado assumindo que o cenário macro económico e a crise de liquidez se vão clarificar. Neste sector, o BES é eleito a empresa favorita na Península Ibérica.

Em relação às telecomunicações, o BPI elege a Portugal Telecom a favorita ibérica e recomenda também comprar Sonaecom.

Para o sector das "utilities", a recomendação é de "underweight" por considerar que as fusões e aquisições em 2007 e a euforia das renováveis esgotaram a maior parte do valor fundamental das empresas. O sector de media recebe a mesma recomendação porque "deverá continuar a ser afectado pelo enfraquecimento do crescimento económico". O BPI recomenda vender Media Capital e manter Cofina e Impresa. Em relação ao sector de infra-estruturas, a Mota-Engil, a Brisa e a Cimpor estão entre as empresas favoritas, enquanto a Teixeira Duarte recebe a recomendação de "reduzir".

 

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