Bolsa Bolsas americanas sobem à boleia de resultados

Bolsas americanas sobem à boleia de resultados

As bolsas americanas regressaram aos ganhos, com os investidores a aplaudirem os resultados apresentados por cotadas como a Walmart e a Cisco.
Bolsas americanas sobem à boleia de resultados
Reuters
Sara Antunes 16 de maio de 2019 às 14:55

Os principais índices bolsistas americanos iniciaram a sessão em alta, numa altura em que os investidores estão a dar mais ênfase aos resultados trimestrais apresentados do que à tensão gerada pela disputa comercial entre os EUA e a China.

 

O Dow Jones sobe 0,46% para 25.766,72 pontos, o Nasdaq aprecia 0,3% para 7.845,75 pontos e o S&P500 ganha 0,35% para 2.860,96 pontos.

 

A contribuir para estes ganhos está a subida da Walmart, cujas ações apreciam 2,28% para 102,32 dólares, depois de a retalhista ter revelado que as vendas comparáveis registaram o maior aumento em nove anos. A travar o entusiasmo dos investidores está o alerta deixado pela empresa sobre o aumento previsível de preços dos produtos devido à subida das tarifas sobre as importações da China.

 

Em forte alta segue também a Cisco, ao subir 5,24% para 55,19 dólares, depois de ter reportado receitas trimestrais que também superaram as estimativas dos analistas.

 

Os resultados do primeiro trimestre têm sido positivos. Das 457 cotadas do S&P500 que já apresentaram os seus números, cerca de 75% superou as estimativas de lucros, segundo os dados da Refinitiv, citados pela Reuters. Os analistas preveem agora que os lucros do primeiro trimestre registem um aumento médio de 1,4%, quando em abril previam uma quebra de 2%.

 

A travar o entusiasmo dos investidores continua a guerra comercial entre os EUA e a China, num dia em que os investidores estão a reagir também às restrições estipuladas por Washington à chinesa Huawei.

 

O presidente dos Estados Unidos declarou "emergência nacional" e emitiu uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco.

 

Além disso, o Departamento do Comércio colocou a Huawei na "lista negra" dos Estados Unidos, o que poderá impedir as empresas norte-americanas de venderem os seus produtos à gigante chinesa. Na prática, esta decisão exige que as empresas norte-americanas obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, o que pode cortar o acesso da chinesa aos semicondutores fabricados nos Estados Unidos e cruciais para a produção do seu equipamento.

 

Os fornecedores da Huawei estão a reagir em queda. A Qualcomm está a descer mais de 3%, a Xilinx está a deslizar quase 7%.




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