Bolsa Bolsas dos EUA voltam a afundar mais de 2%

Bolsas dos EUA voltam a afundar mais de 2%

Os principais índices bolsistas norte-americanos acentuaram as perdas e seguem a descer mais de 2%. As tecnológicas destacam-se pela negativa, mas não só. As quedas estão a ser generalizadas, numa altura em que a guerra comercial voltou a fazer correr tinta.
Bolsas dos EUA voltam a afundar mais de 2%
EPA
Sara Antunes 02 de abril de 2018 às 17:51

O Dow Jones desce 2,05% para 23.608,35 pontos, o Nasdaq perde 2,53% para 6884,969 pontos e o S&P500 recua 2,34% para 2.578,99 pontos.

 

As bolsas dos EUA regressaram à negociação, depois de terem estado encerradas na sexta-feira, com os investidores apreensivos com o que estará por vir. Isto depois de as bolsas dos EUA terem fechado o primeiro trimestre do ano com um balanço negativo, registando assim a primeira desvalorização trimestral desde 2015.

 

A contribuir para as quedas dos índices continuam os receios em torno da guerra comercial, depois de a China ter respondido aos EUA e implementado novas tarifas a produtos importados provenientes deste país.

 

Mas não é só a guerra comercial que está a provocar as quedas. O sector tecnológico está novamente em destaque, especialmente depois de o presidente dos EUA ter voltado a criticar a Amazon e a deixar claro que pretende mudar as regras, acusando a empresa de pagar poucos impostos e de beneficiar de taxas de correio baixas.

 

No fim-de semana, Donald Trump, publicou dois tweets sobre o tema.

E esta segunda-feira voltou ao ataque.

As acções da Amazon estão a deslizar 4,36% para 1.384,20 dólares, o que significa que a retalhista está a perder mais de 30 mil milhões de dólares em valor de mercado.

 

O Facebook, que tem estado sob pressão devido às polémicas fugas de dados dos utilizadores, também cai mais de 2,5% para 155,75 dólares.

 

Isto num cenário vermelho entre as cotadas tecnológicas. A Cisco perde mais de 3,5%, a Google quase 3%, a Ebay mais de 2%, a Microsoft recua quase 3%.

 

As acções da Tesla também se destacam, pela negativa, ao deslizarem 3,80% para 256,012 dólares, depois de, durante o fim-de-semana, ter anunciado a recolha de 123 mil carros e de ter confirmado que o carro modelo X acidentado nos Estados Unidos, e que provocou a morte do seu condutor, tinha activado o sistema de piloto automático. As acções chegaram a afundar 8% durante a sessão.




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