Mercados num minuto Embalada pelo petróleo, Wall Street fecha positiva. Mas não evita semana no vermelho

Ao Minuto Embalada pelo petróleo, Wall Street fecha positiva. Mas não evita semana no vermelho

Acompanhe aqui o dia dos mercados.
Embalada pelo petróleo, Wall Street fecha positiva. Mas não evita semana no vermelho
Justin Lane/EPA
Ana Batalha Oliveira 15 de maio de 2020 às 21:14

15 de maio de 2020 às 21:13
Embalada pelo petróleo, Wall Street fecha positiva. Mas não evita semana no vermelho

Wall Street encerrou esta sexta-feira em terreno positivo, a segunda sessão consecutiva no verde. Tudo graças a um "sprint" final que colocou o Dow Jones e o S&P 500 acima da linha d'água, juntando-se ao tecnológico Nasdaq, que já seguia em alta.

O Dow Jones avançou 0,25%, para os 23.685,42 pontos, enquanto o índice alargado S&P 500 subiu 0,39%, fechando nos 2.863,70 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite terminou o dia nos 9.014,56 pontos, a ganhar 0,79%. O Nasdaq voltou a apresentar um saldo positivo no acumulado do ano, com uma valorização de 0,42% desde o início de 2020. 

Contudo, o balanço da semana é negativo para todos os principais índices. O Dow Jones perdeu 2,65%, o S&P 500 recuou 2,28% e o Nasdaq caiu 1,23%.

Entre os fatores que contribuíram para o "rally" tardio esteve a subida nos preços do petróleo, com o WTI a encerrar nos 29,43 dólares, a subir 6,8% para máximos desde 13 de março. O preço do ouro negro no Nymex acumulou uma subida de 19% na semana, num dia em que a Baker Hughes revelou que as plataformas em atividade nos EUA recuou pela nona semana consecutiva, passando de 292 para 258, o valor mais baixo desde a Grande Depressão.

15 de maio de 2020 às 17:12
Bolsas sobem mas não evitam perdas semanais

A generalidade das principais bolsas europeias fecharam a sessão desta sexta-feira, 15 de maio, a valorizar apoiadas sobretudo na divulgação de alguns dados económicos positivos na China e também na subida das petrolíferas, por sua vez impulsionadas pela subida do preço do petróleo nos mercados internacionais.

O índice de referência europeu fechou o dia a somar 0,47% para 328,24 pontos, com o Stoxx600 a ser especialmente impulsionado pelas subidas das matérias-primas e ainda dos setores automóvel e do turismo. Já a banca e o retalho europeus travaram maiores subidas no velho continente.

Também o lisboeta PSI-20 fechou em alta com uma valorização de 0,94% para 3.995,72 pontos. Galp, BCP, Corticeira Amorim e Novabase estiveram em destaque. A exceção na Europa foi protagonizada pelo índice espanhol Ibex que recuou ligeiramente acima de 1%.

Seja como for, a tendência positiva desta sexta-feira não foi suficiente para contrabalançar as perdas das últimas sessões. O Stoxx600 desvalorizou em torno de 4% na semana, pondo fim a dois ciclos semanais seguidos em alta. Já o PSI-20 perdeu acima de 5,5% na segunda semana seguida no vermelho.

15 de maio de 2020 às 17:04
Libra afunda com impasse nas negociações do Brexit

A libra esterlina está a perder terreno face ao dólar e euro, caindo para mínimos desde finais de março, após o impasse nas negociações entre Londres e Bruxelas sobre o Brexit. 

Pelo lado britânico, o chefe da missão negocial, David Frost, constatou que esta nova ronda terminou com "muito poucos progressos" e responsabilizou Bruxelas. Já o responsável máximo europeu pela negociação, Michel Barnier, caracterizou a ronda de negociações desta semana como "dececionante" e lamentou a "ausência de ambição do Reino Unido". 

Assim, a divisa britânica segue a recuar 0,89% perante a "nota verde", cotando nos 1,2121 dólares, mínimo desde finais de março.

O euro, por seu turno, valoriza 0,99% em relação à moeda britânica, trocando-se por 0,8923 libras, máximo desde 27 de março. A moeda única europeia também ganha terreno face às divisas norte-americana e japonesa, com subidas de 0,08%, para 1,0814 dólares, após ter tocados os 1,0849 dólares, e de 0,12%, para 116,0200 ienes.

Em termos semanais, o euro perde 0,23% face ao dólar e valoriza 2,08% em relação à moeda britânica.

15 de maio de 2020 às 16:52
Juros da dívida sobem pela segunda sessão

A "yield" das obrigações portuguesas está a agravar-se pela segunda sessão, em linha com o desempenho das obrigações soberanas europeias. A taxa dos títulos a 10 anos sobe 1,9 pontos base para 0,87%, mas no acumulado da semana verificou-se um alívio superior a 4 pontos base.

Na dívida alemã a "yield" das obrigações a 10 anos aumentou 1,3 pontos base para -0,53%, enquanto na dívida espanhola o agravamento foi de 1,4 pontos base para 0,75%.

15 de maio de 2020 às 16:32
China dá energia aos preços do petróleo
China dá energia aos preços do petróleo

Os preços do petróleo seguem em alta, em particular nos EUA, animados pelos sinais de que a procura na China está a aumentar, tendo a produção industrial em abril registado a primeira subida este mês. E as refinarias chinesas aumentaram a actividade em 11% no mês passado.

Em Nova Iorque, o barril de WTI sobe 3,88%, para os 28,63 dólares, depois de ter tocado já hoje os 29,16 dólares. A atual cotação é a mais elevada desde 16 de março, e o ganho semanal cifra-se em 15,72%.

Já o Brent, de referência para o mercado europeu, incluindo Portugal, sobe mas de forma mais modesta. O barril de crude do Mar do Norte avança 0,90%, para 31,41 dólares, sendo este um máximo desde 13 de abril. Durante a sessão os preços tocaram os 32,50 dólares. Em termos semanais, o Brent acumula um ganho de 0,84%.

Esta é a terceira semana consecutiva com saldo positivo para as cotações do "ouro negro", que assim recupera da hecatombe vivida a 20 de abril, quando o WTI caiu até preços negativos na ordem dos 37,63 dólares por barril.

15 de maio de 2020 às 14:43
Wall Street treme com dados económicos e azedar das relações EUA-China

A bolsa nova-iorquina abriu no vermelho, num dia que está a ser marcado pelo azedar das relações entre os Estados Unidos e a China e por dados económicos desapontantes.

O generalista S&P500 desce 0,78% para os 2.830,30 pontos, o industrial Dow Jones cai 0,70% para os 23.460,64 pontos e o tecnológico Nasdaq supera estes dois últimos com uma perda de 1,08% para os 8.846,88 pontos.

As quedas dão-se depois de o departamento do Comércio dos Estados Unidos ter anunciado que vai avançar com restrições que limitem o "uso de tecnologia e software norte-americanos para desenhar e fabricar os semicondutores" da parte da chinesa Huawei. Esta decisão alimenta os receios que já vinham a ser cultivados depois de Donald Trump ter dito que por agora não desejava travar conversações com o homólogo chinês Xi Jinping.

A agravar o sentimento, estão os dados económicos lançados esta sexta-feira, 15 de maio. As receitas com as vendas a retalho nos Estados Unidos caíram um máximo em quase 30 anos, devido ao confinamento decretado pelo governo do país. O declínio registado em abril, de 16,4%, foi ainda superior à estimativa média avançada pela Bloomberg de 12%. Já a produção industrial caiu também numa percentagem recorde, de 13,7%.

No campo tecnológico, a Google, dona do sistema Android que serve os telemóveis Huawei, cai 0.92% para os 1.343,64 dólares. A produtora de chips Intel desliza 2,40% para os 57,66 dólares. A retalhista online Amazon também fica pelo vermelho, ao cair 0,6% para os 2.373,01 dólares.

15 de maio de 2020 às 09:52
Ouro conta segunda semana de ganhos

O metal amarelo deverá fechar a semana a valorizar quase 2%, depois de na semana anterior ter acumulado ganhos ligeiros. Esta sexta-feira, o ouro avança 0,27% para os 1.735,05 pontos.

A sustentar as cotações deste ativo refúgio estão vários focos de preocupação que surgem nos Estados Unidos. Por um lado, as estatísticas dos pedidos de subsídio de desemprego voltaram a assustar, mantendo-se na ordem dos milhões e acima do esperado, embora esta seja a sexta semana de quebras neste número.

Paralelamente, assustam as declarações de Trump de, para já, não querer falar com o presidente chinês, indiciando dificuldades nas relações entre as duas maiores economias do mundo.  

15 de maio de 2020 às 09:39
Juros aliviam em dia de PIB

Os juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,6 pontos base para os 0,850%, no dia em que foi revelada a primeira estimativa do produto interno bruto (PIB) dos três primeiros meses do ano: a economia contraiu 2,4% neste período. As previsões do BPI Research apontavam para uma contração trimestral de 2%.

Na semana a tendência foi igualmente de alívio, com os juros portugueses a descerem 6,8 pontos base.

Na Alemanha, a referência para as obrigações europeias, os juros também descem, 0,1 pontos base para os -0,546%. Esta sexta-feira foi ainda revelado que o PIB alemão deslizou 2,2% nos três meses até março, em linha com as estimativas.  

15 de maio de 2020 às 09:26
Euro segue para segunda semana de perdas

A moeda única europeia está a ganhar na última sessão da semana, mas esta é uma vitória isolada. A valorização de hoje, de 0,09% para os 1,0815 dólares, não chega para eclipsar as perdas de uma semana maioritariamente em terreno negativo. No saldo semanal, a queda é de 0,22%.

O dólar ganhou força nos últimos dias beneficiando do estatuto de ativo refúgio, numa semana algo conturbada para os mercados acionistas, durante a qual emergiram renovados receios quanto ao impacto económico da pandemia de covid-19. Esta sexta-feira, esses receios são em parte colmatados pela recuperação na produção industrial chinesa

15 de maio de 2020 às 09:02
Europa arranca em força no verde com indústria chinesa a servir de motor

As principais praças europeias regressam de mãos dadas ao verde e envoltas num sólido entusiasmo, traduzido nos ganhos superiores a 1% apresentados pela maioria.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, valoriza 1,07% para os 330,21 pontos, com o setor das matérias-primas a evidenciar-se. Em Lisboa o PSI-20 destaca-se ao somar quase 2%, com todas as cotadas no verde e duas delas, a Novabase a Corticeira Amorim, a subirem mais de 10%.

A Europa viaja até ao verde à boleia dos dados da produção industrial chinesa, que aumentou em abril pela primeira vez desde que a pandemia de covid-19 atacou o gigante asiático. Os investidores preferem passar assim ao lado dos dados do retalho para o mesmo país, onde as vendas caíram acima do esperado.

Os investidores desviam-se ainda das preocupações que são lançadas pelas novas ondas de infetados de covid-19 em países que reabriram as respetivas economias na Ásia, como é o caso da China e da Coreia do Sul.

Ainda a ameaçar estão as declarações de Trump de, para já, não deseja falar com o presidente chinês, indiciando dificuldades nas relações entre as duas maiores economias do mundo.  

15 de maio de 2020 às 07:44
Petróleo a caminho da terceira semana de ganhos
Petróleo a caminho da terceira semana de ganhos

O "ouro negro" está a recuperar valor nesta que deverá ser a terceira semana de ganhos para a matéria-prima. A puxar pelas cotações estão os cortes implementados por grandes produtores, em sintonia com alguma recuperação após o colapso histórico na procura devido à pandemia de covid-19.

O barril de Brent, referência para a europa e negociado em Londres, avança 3,31% para os 32,16 dólares, contando a terceira sessão de ganhos em cinco. No balanço semanal, a subida é de 3,94%, depois de nas últimas duas semanas o mesmo barril ter valorizado mais de 17% e 23%. Em Nova Iorque, a tendência é equivalente.

O aumento da produção industrial na China – o primeiro desde que a covid-19 afetou o país – está a dar força às cotações, dando bons sinais do lado da procura. No que toca a oferta, a Arábia Saudita cortou agressivamente as exportações para os Estados Unidos e Europa. Os sauditas estão a reduzir voluntariamente a oferta de petróleo para um mínimo de 18 anos, liderando o esforço a nível mundial para voltar a equilibrar o mercado.

15 de maio de 2020 às 07:30
Bolsas sobem tímidas com produção industrial chinesa a dar esperança

As bolsas asiáticas subiram e os futuros dos Estados Unidos e Europa indicam que as praças ocidentais deverão rumar na mesma direção. A animar os investidores está a recuperação na produção industrial chinesa.

A produção industrial na China aumentou em abril pela primeira vez desde que se instalou a pandemia do novo coronavírus. A subida foi de 3,9% comparando com o mesmo mês do ano anterior, revertendo uma queda de 1,1% em março. Contudo, as vendas a retalho caíram 7,5%, acima dos 6% que se anteviam, e a taxa de desemprego subiu para 6%, dos 5,9% do mês anterior. Por esta altura, já 95% dos trabalhadores voltaram ao trabalho, o que compara com os 85% do final de março.

No Japão, o Topix avançou 0,6%, enquanto os chineses Hang Seng e Compósito de Xangai subiram 0,4% e 0,2%, respetivamente. Na coreia do Sul os ganhos do Kospi foram da mesma ordem. Já nos Estados Unidos os futuros do S&P500 deixam antever uma subida de 0,1% enquanto o europeu Stoxx50 avança com mais força, em 1,3%.

Apesar dos dados algo animadores e da resposta positiva das bolsas, há vários "assuntos pendentes" que podem vir a abalar os investidores durante a última sessão da semana. Na quinta-feira, o presidente Donald Trump disse não querer falar com o homólogo chinês Xi Jinping por agora e, paralelamente, os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos voltaram a preocupar, tendo-se mantido na fasquia dos milhões e apresentando uma queda menor do que o esperado.  




Marketing Automation certified by E-GOI