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Bolsas americanas acentuam quedas com receios de novas perdas no sector financeiro

As principais praças americanas acentuaram as quedas registadas no início da sessão penalizadas pelos receios de que surjam novas perdas no sector financeiro devido à crise do mercado de crédito imobiliário dos EUA.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 06 de Março de 2008 às 15:40
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As principais praças americanas acentuaram as quedas registadas no início da sessão penalizadas pelos receios de que surjam novas perdas no sector financeiro devido à crise do mercado de crédito imobiliário dos EUA.

O Dow Jones [INDU] recuava 0,79% para os 12.158,36 pontos, enquanto o Nasdaq [CCMP] perdia 0,27% para os 2.266,74 pontos, e o S&P 500 [SPX] deslizava 0,96% para os 1.320,95 pontos.

O mercado receia que novas perdas no sector financeiro estejam a ser ocultadas pelas companhias. A Thornburg vive uma sessão verdadeiramente negra e derrapava 59,71% para os 1,37 dólares depois de novas notícias de incumprimento terem reforçado a especulação de que vá à falência. A 27 de Fevereiro as acções encerraram a valer 11,54 dólares e desde então têm acumulado desvalorizações sucessivas tendo hoje tocado no mínimo histórico nos 1,26 dólares.

Também a Carlyle perdia 0,24% para os 12 dólares depois de ter recebido novas notificações de incumprimento.

Também o Citigroup perdia 3,16% para os 21,45 dólares, enquanto a Merril Lynch descia 6,06% para os 46,33 dólares depois de a JP Morgan ter divulgado um relatório de acordo com o qual a UBS poderá ter de anunciar novas perdas.

A Intel cedia depois de uma estimativa ter anunciado uma quebra nos preços de alguns dispositivos mais rápida do que o esperado. As acções da empresa desvalorizavam 0,43% para os 20,1124 dólares.

Os títulos financeiros do S&P 500 perdiam pelo sexto dia o que representa a mais longa série de perdas desde Maio.

A pressionar a negociação bolsista nos EUA está também o anúncio de que as execuções hipotecárias aumentaram para o nível mais elevado de sempre, em 2007, depois das subidas de juros por parte da Reserva Federal (Fed) e da crise de crédito ter levado a que muitas famílias deixassem de conseguir pagar as prestações do seus empréstimos.

Hoje, tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco de Inglaterra decidiram deixar inalteradas as suas taxas de juro de referência nos 4% e nos 5,25%, respectivamente, contrariando o movimento de corte no preço do dinheiro da Reserva Federal norte-americana. As bolsas europeias seguiam em terreno negativo acompanhando a tendência das congéneres americanas.

Antes da abertura das bolsas americanas, o Departamento do Trabalho do país anunciou que o número de norte-americanos que pediu subsídio de desemprego pela primeira vez diminuiu mais do que o previsto na semana passada, para um mínimo de seis semanas.

Em contrapartida, o número total de beneficiários do subsídio de desemprego aumentou pela terceira semana consecutiva, para o nível mais alto desde Setembro de 2005.

Depois de ontem terem encerrado em alta sustentadas na valorização das matérias-primas que pesou mais do que a especulação de que o plano da Ambac Financial para angariar 1,5 mil milhões de dólares não será capaz de salvar a seguradora de emissões obrigacionistas, hoje as bolsas americanas recuam para um mínimo de seis semanas.

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