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Bolsas americanas sofrem maior queda em 11 meses

As bolsas americanas acentuaram a tendência negativa que registavam no fecho das praças europeias e encerraram com a maior queda dos últimos 11 meses, depois da contracção no sector dos serviços mostrar que a economia americana está à beira de uma recessã

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2008 às 21:31
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As bolsas americanas acentuaram a tendência negativa que registavam no fecho das praças europeias e encerraram com a maior queda dos últimos 11 meses, depois da contracção no sector dos serviços mostrar que a economia americana está à beira de uma recessão. O Nasdaq recuou 3,08% e o Dow Jones desceu 2,93%.

Com todas as acções em queda, o Dow Jones terminou nos 12.265,13 pontos, enquanto o Nasdaq fechou a valer 2.309,57 pontos.

O índice ISM para os serviços, responsável por cerca de 90% da economia norte-americana, caiu em Janeiro para 41,9 pontos, o nível mais baixo desde Outubro de 2001, ano em que a economia entrou em recessão. Este valor compara com os 54,4 pontos registados no mês anterior. Uma leitura inferior a 50 pontos corresponde a uma contracção.

As previsões têm apontado para que a economia dos EUA entre em recessão, depois da crise de crédito de elevado risco ter-se instalado nos mercados. Mesmo com as descidas de juro efectuadas pela Reserva Federal (Fed) norte-americana, as previsões apontam para que a economia dos EUA não consiga escapar a uma recessão, um cenário que parece agora cada vez mais certo. A autoridade monetária cortou o preço do dinheiro de 5,25% para os actuais 3%.

Os investidores temem que com a economia em recessão, as empresas apresentem resultados decepcionantes. Entre as companhias que já anunciaram os resultados do quarto trimestre, os lucros desceram em média 23%. Ainda assim, quase dois terços apresentaram números que ficaram em linha com as previsões.

O sector da banca liderou as quedas em Wall Street, depois da agência de notação financeira ter ameaçado cortar o "rating" de AAA à MBIA, companhia que presta garantia às emissões de obrigações. O Citigroup caiu 7,49% e o JPMorgan cedeu 4,93%. Entre as 91 companhias financeiras do S&P só uma não fechou em queda.

Esta notícia foi anunciada após o fecho das bolsas europeias, pelo que os índices de acções americanas acentuaram as perdas nas últimas horas da sessão.

As petrolíferas também desvalorizavam, devido à queda de 2% dos preços do petróleo nos mercados internacionais, devido aos receios de recessão, que se se confirmar deverá provocar uma diminuição do consumo de combustíveis, daquele que é o maior consumidor do mundo. As acções da Exxon Mobil desceram 3,86%.

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