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Bolsas asiáticas deprimidas pelos receios de abrandamento da economia dos EUA

As principais praças asiáticas terminaram a sessão sem uma tendência definida, penalizadas pelos receios de que a economia norte-americana esteja a abrandar.

Andreia Major amajor@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 08:46
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As bolsas asiáticas encerraram hoje a cair pelo terceiro dia, pressionadas pelos receios de que a recuperação económica dos Estados Unidos poderá estar a abrandar, ofuscando os ganhos dos exportadores japoneses após a intervenção do país nos mercados cambiais para enfraquecer o iene.

O MSCI Asia Pacific, índice de referência para a região, cedeu 1,5% para 131,71 pontos. As praças japonesas fecharam a sessão com o Nikkei a subir 0,23% para os 9.659,18 pontos, enquanto o Topix cedeu 0,05% para os 826,36 pontos.

O Commonwealth Bank of Austrália caiu 1,1%. A Toyota Motor, maior fabricante de carros do mundo, reverteu as perdas anteriores após o ministro das Finanças japonês ter dito que o país tinha intervindo para travar a valorização do iene face ao dólar.

A Hitachi e a Mitsubishi Heavy Industries subiram mais de 2% após as duas empresas iniciarem conversações para a fusão de alguns sectores do negócio.

"Os mercados asiáticos continuam reféns dos receios económicos globais", disse John Woods, estratega no Citigroup em Hong Kong, à Bloomberg. "Até observarmos um sentido de resolução destas questões macroeconómicas, é altamente improvável que vejamos algum apetite ao risco", acrescentou o estratega.

O iene registou a maior queda em cerca de cinco meses face ao dólar após o Japão ter intervindo nos mercados monetários para enfraquecer a sua moeda. O movimento do Japão para enfraquecer a sua moeda, e desta forma impulsionar as exportações, seguiu-se a uma política semelhante da parte do Banco Central da Suíça, e teve impacto negativo nos mercados asiáticos.

O Banco do Japão também aumentou o seu fundo de compra de activos e manteve a taxa de juro perto do nível mínimo, antes do seu encontro com o Banco Central Europeu e o Banco de Inglaterra.

"Os mercados asiáticos estão a reagir à depreciação do iene", disse Naoki Fujiwara, gestor em Tóquio, à Bloomberg. O iene poderá continuar a enfraquecer "se o Banco do Japão também tomar algumas medidas juntamente com outros países", declarou Fujiwara.
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