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Bolsas dos Estados Unidos em queda com abrandamento do PIB

As bolsas dos Estados Unidos estão a ser a negociar em queda, depois de ter sido divulgado que o PIB norte-americanos cresceu menos do que era esperado no terceiro trimestre deste ano.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 13:44
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Os principais índices norte-americanos abriram em queda esta quinta-feira, 29 de Outubro, depois de ter sido revelado que o crescimento da economia dos Estados Unidos abrandou no terceiro trimestre.

O índice industrial Dow Jones desce 0,27% para 17.732,1 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perde 0,51% para 5.069,52 pontos. Já o S&P500 cai 0,3% para 2.084,00 pontos.

Esta quinta-feira, o Departamento do Comércio norte-americano revelou que o PIB dos Estados Unidos cresceu 1,5% entre Julho e Setembro, face ao mesmo período do ano anterior. O valor ficou abaixo do esperado – as estimativas apontavam para 1,6% - e seguiu-se ao crescimento de 3,9% registado nos três meses anteriores.

Por outro lado, o Departamento do Trabalho anunciou que os pedidos de subsídio de desemprego ficaram quase inalterados na semana passada. Segundo os dados deste organismo, os pedidos aumentaram em mil para 260 mil na semana que terminou a 24 de Outubro.

Estes dados sobre o mercado laboral e o crescimento da economia são revelados depois de, ontem, a Reserva Federal norte-americana ter decidido manter a taxa de juro referência no actual mínimo histórico, entre 0% e 0,25%. 

O banco central norte-americano defendeu que ainda não estão reunidas as condições para a normalização monetária, e alertou que as "condições económicas" poderão exigir juros baixos, mesmo que a inflação e o desemprego estejam nos níveis desejados.

"O Comité reafirmou a sua perspectiva de que a actual taxa de juro de referência entre 0% e 0,25% continua apropriada", escreveram os responsáveis do FOMC, no comunicado emitido esta quarta-feira. Uma decisão que, ainda assim, não foi unânime, já que Jeffrey Lacker, presidente da Reserva Federal de Richmond, votou pela segunda reunião consecutiva a favor de uma subida de 25 pontos base.

O banco central norte-americano justifica que "o Comité procura atingir o pleno emprego e a estabilidade dos preços". Algo que ainda não foi alcançado, reconhecem. Mas esperam que, "com a apropriada política acomodatícia, a actividade económica expanda a um ritmo moderado, com os indicadores do mercado laboral a continuar a prosseguir para níveis que o comité julgue consistentes com o seu duplo mandato".

Entre as cotadas que mais pressionam estão as do sector da energia e as produtoras de matérias-primas, como a BHP Billiton, que cai 3,57% para 32,91 dólares. A Mastercard desce 0,63% para 99,46 dólares, depois de ter apresentado os seus resultados trimestrais. A empresa fechou o terceiro trimestre com lucros de 1,03 mil milhões de dólares, números que superaram as estimativas dos analistas. 

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