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Bolsas dos EUA invertem tendência e valorizam

As bolsas norte-americanas inverteram a tendência verificada no início da sessão e seguiam a valorizar, recuperando das quedas superiores a 4% registadas nos últimos quatro dias.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Agosto de 2007 às 15:30
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As bolsas norte-americanas inverteram a tendência verificada no início da sessão e seguiam a valorizar, recuperando das quedas superiores a 4% registadas nos últimos quatro dias.

O Dow Jones [indu] subia 0,22% para 13.057,29 pontos, a recuperar parte dos 4,6% perdidos nos últimos quatro dias. O Nasdaq [ccmp] subia 0,37% para 2.508,37 pontos, depois de ter caído 4,35% nas quatro sessões anteriores.

No início da sessão as bolsas estiveram a cair, pressionadas pelo sector financeiro, numa altura em que a preocupação com as perdas no mercado de crédito está a aumentar, depois de vários analistas terem reduzido as recomendações para entidades financeiras ligadas ao crédito à habitação.

Contudo, a divulgação de dados económicos nos EUA veio contribuir para a subida dos índices, que recuperam assim parte das perdas registadas nos últimos dias.

A inflação aumentou 0,1% em Julho nos EUA, o que representa o ganho mais baixo dos últimos oito meses, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano. Os dados hoje divulgados aumentam a especulação de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana terá menos preocupações com a inflação, o que poderá levar a um corte de juros. Um factor que anima a negociação bolsista.

Ainda a contribuir para a subida dos índices está o facto da produção industrial nos EUA ter aumentado em Julho, período no qual as empresas aumentaram o fabrico de computadores, motores de veículos e equipamento de escritório.

A Alcoa subia 0,75% para os 35,12 dólares, assim como a Boeing, que ganhava 0,55% para os 98,17 dólares. A Home Depot valorizava 0,84% para os 33,80 dólares e a Amazon crescia 1,48% para os 74,54 dólares, uma tendência partilhada pela maioria das tecnológicas.

As acções do Countrywide desciam 4,7% para 23,31 dólares, depois de já terem estado a perder mais de 9%, penalizadas por uma nota de "research" da Merrill Lynch. A casa de investimento reviu em baixa a recomendação para o Countrywide Financial, o maior banco de crédito à habitação nos EUA, para "vender". A Merrill Lynch considera que a probabilidade do Countrywide falir está a aumentar, isto se a empresa não conseguir aceder a financiamento de curto-prazo.

Ainda a evitar uma subida maior nos índices está a divulgação de um estudo da Calyon, unidade de banca de investimento do Credit Agricole, onde diz que a crise no mercado de empréstimos de alto risco ("subprime") nos EUA vai representar cerca de 150 mil milhões de dólares (110,37 mil milhões de euros) em perdas para os investidores em crédito em todo o mundo.

"Parece que estamos prestes a entrar em pânico" afirmou à Bloomberg Jeffrrey Saut, estratega de investimento na Raymond James. "No nosso negócio, a psicologia é tudo e a psicologia mudou muito depressa em Wall Street", adiantou.

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