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Bolsas emendam excessos dos últimos meses

O vermelho voltou a ser o tom dos mercados accionistas mundiais. Os investidores foram novamente tomados pelo nervosismo e as dúvidas em torno da economia e da sustentabilidade da recuperação regressaram. Depois das fortes subidas dos últimos meses, as bolsas europeias recuaram novamente, completando a mais longa série de desvalorizações desde Fevereiro. Será esta uma correcção lógica dos acentuados ganhos dos últimos meses ou podemos esperar um novo período de perdas?

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 00:01
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O vermelho voltou a ser o tom dos mercados accionistas mundiais. Os investidores foram novamente tomados pelo nervosismo e as dúvidas em torno da economia e da sustentabilidade da recuperação regressaram. Depois das fortes subidas dos últimos meses, as bolsas europeias recuaram novamente, completando a mais longa série de desvalorizações desde Fevereiro. Será esta uma correcção lógica dos acentuados ganhos dos últimos meses ou podemos esperar um novo período de perdas?

No início de Março, as principais bolsas mundiais começaram a revelar sinais de recuperação, acumulando desde então ganhos superiores a 30%. Contudo, nas últimas quatro sessões os índices recuaram cerca de 4%. Ontem, as principais praças europeias registam perdas em redor de 2%.

"Trata-se sobretudo de uma correcção lógica", considera Beatriz Tejero, responsável pela análise macroeconómica da Ibersecurities. A analista defende que assistimos a uma reordenação das carteiras no sentido de tomar mais-valias das subidas dos últimos três meses.
Também Vítor Santos, director de acções europeias da F&C Investments, qualifica de "lógica" a actual correcção, "tendo em conta a forte subida desde os mínimos". O gestor de fundos frisa que, apesar das notícias macroeconómicas mais recentes continuarem a apontar para uma estabilização da actividade, "algumas empresas emitiram 'profit warnings' recentemente e isto poderá ter criado algumas dúvidas sobre o estado da economia e a sustentabilidade desta recuperação dos mercados".

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